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O objetivo deste Blog é a interação entre as mais variadas formas de Arte, Consciência através do conhecimento e a busca por um crescimento Espiritual, em um aprendizado através da realização das obras e vida de seus autores.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

AMOR INCONDICIONAL



 “Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,

aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.


A Lei é o Amor! Não existe nenhuma outra maneira de atingirmos nossa paz interna a não ser pela expressão do Amor Incondicional.

E o que significa este Amor Incondicional? É tão divino que o humano tem dificuldade até na compreensão desta expressão... é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego... dar valor ao que realmente tem valor, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano... é compreender que tudo isto é muito pequeno comparado com a grandeza da alma, com a grandeza da vida.

É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós mesmos, entregando a Deus, à vida, todas as situações conflitantes, dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos a melhor solução, a resposta mais adequada.

É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório... é só uma pequena viagem.

Mantermos sempre na nossa mente, no nosso espírito, a visualização da nossa grande meta, que é o amadurecimento da nossa alma, o atingirmos a consciência maior, a lucidez da vida... e é isto, somente isto que verdadeiramente importa.

Com esta visão, com esta postura, caminhamos com leveza, com soltura, com alegria, com aceitação e tolerância... pois as emoções são ilusões, a dor é ilusão, a caminhada terrena é ilusão, o humano é ilusão... Deus é Real. O Divino é Real. A Consciência é Real. O Espiritual é Real. A Morte é ilusão do ego mas é Real, pois é a passagem para o Plano Real.

Amar incondicionalmente é amar além, apesar das ilusões, é amar sem esperar retorno, pois o retorno real é Divino, o retorno real é a simples alegria de expressarmos o amor. A verdadeira felicidade é termos a capacidade de expressar o amor. 

Convido vocês a fazerem um Jogo de Faz de Conta:

- Vivenciem um dia inteiro fazendo de conta que sabem amar incondicionalmente. 
- Sejam pacientes e tolerantes.
- Relevem as pequenas mágoas, os pequenos ressentimentos.
- Olhem nos olhos do outro.
- Exercitem a solidariedade, a compaixão, o companheirismo.
- Evitem a autocrítica negativa e a crítica ao outro.
- Priorizem atividades que visem ajudar o próximo.
- Se permitam ter tempo para si mesmo e para o outro.
- Façam de conta que estão perdoando a si mesmo, a tudo e a todos.
- Façam de conta que vocês se amam e se respeitam e que também amam e respeitam o outro.
- Imaginem que amam a humanidade além dos interesses do ego.
- Sorriam, sejam gentis e atenciosos.
- Expressem através da palavra e dos gestos calma, alegria, esperança e carinho.

Quem sabe poderemos descobrir - através deste jogo de faz de conta - tanto prazer, tanto contentamento, ao ponto de até decidir incorporar a expressão do amor incondicional no nosso cotidiano, na nossa atitude interna, na nossa postura, na nossa caminhada...

Brincando de faz de conta podemos até descobrir a verdade da vida, que é o Amor Incondicional.

Ingrid Dalila Engel
Obra: Eternity of kiss  

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

OS ERRANTES - PARTE 3

Os males aumentavam e as tecnologias também. A soberba mais ainda! Tornamos-nos sábios! Éramos capazes de falar línguas, de tecer pensamentos os mais diversos sobre a Criação, mas continuávamos a ser os mesmos seres insensíveis. Investigávamos todo o nosso planeta e nos maravilhávamos a cada descoberta e ao mesmo tempo usurpávamos nosso lar. Com o desenvolvimento da tecnologia pudemos criar lares mais confortáveis, mas à custa do uso excessivo e desmedido da natureza e começamos loucamente a desenvolver em nossos laboratórios tecnologias que nos ajudassem a viver melhor sem qualquer dependência daqueles recursos naturais, que se esgotavam muito rapidamente. Ao mesmo tempo passávamos a produzir mais seres. Eles não eram concebidos, eram produzidos. Criamos tecnologias que permitiam construir novos seres como nós. O amor não era mais necessário em nosso mundo. Passamos a investigar mais profundamente nossos corpos na busca desesperada da cura para os nossos males. A cada momento pipocava uma nova tecnologia capaz de nos trazer a saúde, a longevidade. Mas começamos a nos perturbar por isso. Como será um mundo sem animais, sem vegetais, sem natureza? Qual a vantagem de se viver mais num mundo cada vez mais asséptico?

Criamos, então, tecnologias que nos permitiam criar novos seres, mais econômicos, desprovidos de tudo o que nos prejudicava. Seres tão insensíveis quanto nós. Logo perdemos o controle! Vimos-nos rodeados por um mundo insensível, onde nossos filhos eram a cópia exata de nós mesmos, onde os outros seres eram apenas uma vaga lembrança dos sábios seres de outrora e onde nós nos tornamos apenas seres dedicados a produzir um mundo cada vez melhor. Nós alijamos a natureza, o Criador, o Amor e a Sabedoria, dentre outras coisas só porque um dia achamos que éramos melhores do que todos. Tornamos-nos seres solitários que temíamos olhar para o outro. Éramos treinados a cada dia no exercício exaustivo de não sentir, não tocar, não experimentar. Achávamos que só do lado de fora existiriam explicações para o que éramos. Criamos tecnologias que sabiam explorar nossos tecidos, nossas células, nossos cromossomos, mas não sabíamos mais explorar a nossa alma.

Esquecemos de tudo isto!

Nosso mundo morreu há muito tempo e nossas almas agora vagam por aí buscando ajudar a outros seres e mundos onde a tecnologia tornou-se um abuso e não uma aliada.

Cumprimos nosso dever!

Canalização dada em 10 de Dezembro de 2001 por MARCO ANTONIO
Obra: Série Lixo de Vik Muniz