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quarta-feira, 12 de maio de 2010

OBRA E CONFLITOS DE VAN GOGH


“Procure compreender o que dizem os artistas nas suas obras-primas, os mestres sérios. Aí está Deus.”
Van Gogh


Gostaria muito de comentar um pouco, não apenas sobre o gênio, o louco e o incompreendido; também a respeito do chamado “Consciente Coletivo”; simplesmente analisar sua obra seria inútil, afinal Vincent Willem van Gogh é uma unanimidade para nossa geração, um ícone na arte mundial. Antagonicamente, durante sua vida, era interpretado por adjetivos dignos de vergonha, verdadeiramente odiado, humilhado e abandonado por todos.

Ele passou para a história como um dos exemplos mais notórios do artista maldito, do gênio desajustado, do homem incompreendido por seu tempo, mas que foi aclamado pela posteridade. Ao longo da vida, sofreu uma série interminável de infortúnios: desilusões amorosas, crises nervosas, misérias financeiras. Foi tratado como louco, ficou várias vezes exposto à fome, à solidão e ao frio. Ridicularizado pela maioria de seus contemporâneos.

Nasceu em 30 de março de 1853, em uma pequena aldeia de Groot-Zundert, na Holanda, teve uma irmã e um irmão chamado Theo,  sendo que, com este irmão, estabeleceu uma forte relação de amizade. Através das cartas que trocou com o irmão, os pesquisadores conseguiram resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho do pintor.

Obrigado a abandonar cedo a escola, para ajudar no sustento da família. Filho de um pastor protestante, conseguiu aos 15 anos o emprego de empacotador e despachante de livros na cidade de Haia, numa filial da prestigiada galeria Goupil, de Paris. Ali, manteve seus primeiros contatos com a arte e com artistas, sendo transferido para a filial de Bruxelas e, em seguida, para a de Londres. Mas, após ser rejeitado por uma jovem inglesa pela qual se apaixonara, caiu em depressão, buscou refúgio espiritual na religião e acabou demitido. A partir de então, passou a ter uma existência mística e errante. Alternou empregos subalternos, viveu como vagabundo e foi pregar o Evangelho para camponeses e mineradores no interior da Bélgica.

Em 1880, enfim, trocou a fé pela arte. Mas a sua inquietação existencial continuou, ainda mais intensa. Apaixonou-se novamente, desta vez por uma prima, que também recusou-lhe o seu amor. Em 1882, conheceu a prostituta Christine Sien, grávida e alcoólatra, com quem passou a viver durante alguns meses, até que a convivência entre os dois se tornou insuportável. Nesse período, os quadros de van Gogh ainda possuíam cores e tons predominantemente escuros.

O ano de 1886, foi de extrema importância em sua carreira. Foi  morar em Paris, com seu irmão. Conheceu, na nova cidade, importantes pintores da época como, por exemplo, Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, representantes do impressionismo. Recebeu uma grande influência destes mestres do impressionismo, como podemos perceber em várias de suas telas. 

Dois anos após ter chegado à França, parte para a cidade de Arles, ao sul do país. Uma região rica em paisagens rurais, com um cenário bucólico. Foi neste contexto que pintou várias obras com girassóis.  Em Arles, fez único quadro que conseguiu vender durante toda sua vida : A Vinha Encarnada. 


Convidou Gauguin para morar com ele no sul da França. Este foi o único que aceitou sua idéia de fundar um centro artístico naquela região. No início, a relação entre os dois era tranqüila, porém com o tempo, os desentendimentos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Vincent entrou em depressão.  Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Em um deles, investiu contra o colega , armado com uma navalha. Terminou por decepar a própria orelha, que presenteou a uma prostituta.

Seu estado psicológico chegou a refletir em suas obras. Deixou a técnica do pontilhado e passou a pintar com rápidas e pequenas pinceladas. No ano de 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração. As pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas.

Em meados de 1890, aos 37 anos, viajou para a cidade francesa de Auvers-sur-Oise, para tentar descansar e recuperar a saúde. O médico recomendou-lhe a pintura como terapia. No dia 27 de julho, saiu em direção a um trigal, igual a tantos outros que já pintara. Mas não levava telas e pincéis, e sim uma pistola. Voltou a arma contra o próprio peito e apertou o gatilho. Não resistiu ao ferimento. Morreu por volta de uma e meia da manhã do dia 29.

Suas principais obras foram: Os comedores de batatas (1885); A italiana; A vinha encarnada; A casa amarela (1888); Auto-retratos; Retrato do Dr. Gachet; Girassóis; Vista de Arles com Lírios; Noite Estrelada; O velho moinho (1888); Oliveiras (1889).

Uma vida marcada por tragédias; um “post morten” de reconhecimento e glória; fico intrigado com esse extremo, acredito que suas obras não mudaram com sua morte, e sim, a humanidade vislumbrou um novo ponto de vista, reconheceu o lado positivo daquele homem, com os defeitos de qualquer homem, porém com virtudes do que é melhor no homem, a Arte.

Sou-lhes grato, meus amigos.

Fred Domingos

Um comentário:

  1. Adorei o post...completo e interessante como a vida dele.
    Adoro mergulhar na vida dos grandes mestres, no contexto histórico em que eles viveram, na influência dos amigos em suas obras...bom demais encontrar alguém que partilha da mesma alegria e curiosidade.

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