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O objetivo deste Blog é a interação entre as mais variadas formas de Arte, Consciência através do conhecimento e a busca por um crescimento Espiritual, em um aprendizado através da realização das obras e vida de seus autores.

domingo, 30 de maio de 2010

METAFÍSICA E A LÓGICA DA VIDA



"A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida."
 (Vinicius de Moraes)


Caros amigos gostaria de dividir, muito das minhas dúvidas e, um pouco de certezas pessoais, especialmente nesse momento em que nos encontramos; cada vez mais desagregado no sentido de convívio, tolerância, amor entre as pessoas, principalmente as mais próximas (não sei como classificar, feliz ou infeliz momento de separação); todavia cabe alguma concatenação de fatos e situações, ou acertos e erros da humanidade.

Bem. É sabido que estamos aqui na Terra assim como uma criança está no jardim de infância. Isso serve para que a criança adquira o convívio social, e aprenda as regrinhas básicas de saber obedecer a um adulto (professor), não roubar nem bater no coleguinha, etc, etc, além do aprendizado intelectual e físico. Se vocês meditarem por um tempo, vocês terão um breve lampejo do porquê de estarmos aqui... com a diferença de que os "professores" são, na maioria das vezes, invisíveis aos olhos, e se utilizam de outros "coleguinhas" para passar suas lições.

Com isso em mente, percebemos o ridículo de muitos garotinhos do jardim de infância que se acham superiores aos outros por ser "assim" com o diretor da escola, ou até mesmo que dizem cumprir ordens diretas do dono da escola.

Quando fala-se em espírito evoluído, já se imagina logo alguém de toga, todo brilhante, culto, limpinho... mas a evolução espiritual é aprender o que nenhum livro ou escola pode ensinar eficazmente, que é conviver em harmonia com tudo e todos ao seu redor, bom ou ruim. Buda, Krishna, Jesus e Sócrates (entre outros), espíritos evoluidíssimos, vieram ensinar alguns passos para atingir esse modo de vida; todos, como uma Flor de Lótus, estiveram em um pântano e não perderam sua beleza, não se sujaram.

Quem realmente consegue dar a outra face?

Quem consegue deixar lhe roubar a capa, e ainda dar a túnica ao ladrão?

Parece ser mais fácil achar espíritos evoluídos no interior, em alguma gruta, em contato com a natureza; mas, será que o auge da evolução é abandonar tudo e ir viver solitariamente, em pura contemplação?

Será que, atingindo um estado de paz consigo mesmo, não será mais preciso retornar a esse planeta atrasado?

Porque é muito fácil ser bom quando se tem uma vida boa. É cômodo, e até mesmo um egoísta vai ser uma boa pessoa enquanto não mexerem com o que é dele.

Se você considerar que nós somos Deus (eu, você, a pedra, o ar), sim. Nós colocamos em movimento a "engrenagem" do mundo (a Roda de Samsara) e somos responsáveis por sua manutenção. Se fazemos nosso trabalho errado ou displicentemente, a engrenagem defeituosa (ou mal operada) será nossa responsabilidade moral, e de alguma forma teremos de arcar com as conseqüências disso, o que nos obriga a consertá-la. Notem que não tem nenhum velhinho de barbas brancas julgando ninguém.

Quando morremos deixamos nosso veículo carnal voltar à Terra, de onde veio (do pó ao pó), e sobram outros corpos mais sutis, que com o tempo vão se decompondo. Ora, se a vida aqui é uma droga, porque não há de ser melhor do "lado de lá"? Vemos na doutrina espírita relatos dos planos superiores, e mesmo nos planos mais próximos a nós (como na cidade espiritual Nosso Lar) já é uma maravilha! Por que então nossa evolução não se processa lá mesmo?! Não seria muito mais fácil, prático? Lembraríamos dos nossos erros do passado e faríamos as pazes com os nossos inimigos, porque saberíamos as consequências com antecedência! Muito bom, né? Será que Deus não pensou nisso?

Visto assim, até parece que nós somos melhores administradores que Ele, aí é que entra a "sacanagem de Deus", porque o "dono da escola" passa de ano não aqueles que aprenderam a teoria, mas sim os que dominam na prática o assunto. Ele quer que as pessoas sejam livres para errar e acertar, para que cada um aprenda no seu próprio ritmo, mas tendo de arcar com as conseqüências de suas escolhas.

Mas, novamente, por que não posso fazer isso desencarnado?

Poder até pode, mas o "ambiente" nao é dos mais propícios. Indo para o plano astral, o controle das emoções é mais difícil e quase não há "atrito". Se você está num plano mais elevado, o clima do ambiente "contamina" você, e é por isso que não há problemas de espíritos trevosos fazendo "arrastão" nos planos superiores, porque a própria vibração do local é um impedimento pra eles, como um peixe que não pode viver fora do mar. Do mesmo modo, os seres que vivem nos planos superiores penam horrores quando precisam se manifestar nos planos mais densos.

A têmpera do aço se forma através do choque de temperatura: frio e calor. Dualidade.

Ao experimentar os extremos o aço pode atingir o equilíbrio entre rigidez e flexibilidade. Como o bambu, que é rígido e ao mesmo tempo flexível. Como o Mestre, que é sábio e ao mesmo tempo sabe que nada sabe. Todo o pensamento Zen budista se volta para essa arte de "andar na navalha da vida".

Ações valem mais do que palavras...

… Muita paz, discernimento e sempre, boas intenções.

Fred Domingos

quarta-feira, 12 de maio de 2010

OBRA E CONFLITOS DE VAN GOGH


“Procure compreender o que dizem os artistas nas suas obras-primas, os mestres sérios. Aí está Deus.”
Van Gogh


Gostaria muito de comentar um pouco, não apenas sobre o gênio, o louco e o incompreendido; também a respeito do chamado “Consciente Coletivo”; simplesmente analisar sua obra seria inútil, afinal Vincent Willem van Gogh é uma unanimidade para nossa geração, um ícone na arte mundial. Antagonicamente, durante sua vida, era interpretado por adjetivos dignos de vergonha, verdadeiramente odiado, humilhado e abandonado por todos.

Ele passou para a história como um dos exemplos mais notórios do artista maldito, do gênio desajustado, do homem incompreendido por seu tempo, mas que foi aclamado pela posteridade. Ao longo da vida, sofreu uma série interminável de infortúnios: desilusões amorosas, crises nervosas, misérias financeiras. Foi tratado como louco, ficou várias vezes exposto à fome, à solidão e ao frio. Ridicularizado pela maioria de seus contemporâneos.

Nasceu em 30 de março de 1853, em uma pequena aldeia de Groot-Zundert, na Holanda, teve uma irmã e um irmão chamado Theo,  sendo que, com este irmão, estabeleceu uma forte relação de amizade. Através das cartas que trocou com o irmão, os pesquisadores conseguiram resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho do pintor.

Obrigado a abandonar cedo a escola, para ajudar no sustento da família. Filho de um pastor protestante, conseguiu aos 15 anos o emprego de empacotador e despachante de livros na cidade de Haia, numa filial da prestigiada galeria Goupil, de Paris. Ali, manteve seus primeiros contatos com a arte e com artistas, sendo transferido para a filial de Bruxelas e, em seguida, para a de Londres. Mas, após ser rejeitado por uma jovem inglesa pela qual se apaixonara, caiu em depressão, buscou refúgio espiritual na religião e acabou demitido. A partir de então, passou a ter uma existência mística e errante. Alternou empregos subalternos, viveu como vagabundo e foi pregar o Evangelho para camponeses e mineradores no interior da Bélgica.

Em 1880, enfim, trocou a fé pela arte. Mas a sua inquietação existencial continuou, ainda mais intensa. Apaixonou-se novamente, desta vez por uma prima, que também recusou-lhe o seu amor. Em 1882, conheceu a prostituta Christine Sien, grávida e alcoólatra, com quem passou a viver durante alguns meses, até que a convivência entre os dois se tornou insuportável. Nesse período, os quadros de van Gogh ainda possuíam cores e tons predominantemente escuros.

O ano de 1886, foi de extrema importância em sua carreira. Foi  morar em Paris, com seu irmão. Conheceu, na nova cidade, importantes pintores da época como, por exemplo, Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, representantes do impressionismo. Recebeu uma grande influência destes mestres do impressionismo, como podemos perceber em várias de suas telas. 

Dois anos após ter chegado à França, parte para a cidade de Arles, ao sul do país. Uma região rica em paisagens rurais, com um cenário bucólico. Foi neste contexto que pintou várias obras com girassóis.  Em Arles, fez único quadro que conseguiu vender durante toda sua vida : A Vinha Encarnada. 


Convidou Gauguin para morar com ele no sul da França. Este foi o único que aceitou sua idéia de fundar um centro artístico naquela região. No início, a relação entre os dois era tranqüila, porém com o tempo, os desentendimentos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Vincent entrou em depressão.  Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Em um deles, investiu contra o colega , armado com uma navalha. Terminou por decepar a própria orelha, que presenteou a uma prostituta.

Seu estado psicológico chegou a refletir em suas obras. Deixou a técnica do pontilhado e passou a pintar com rápidas e pequenas pinceladas. No ano de 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração. As pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas.

Em meados de 1890, aos 37 anos, viajou para a cidade francesa de Auvers-sur-Oise, para tentar descansar e recuperar a saúde. O médico recomendou-lhe a pintura como terapia. No dia 27 de julho, saiu em direção a um trigal, igual a tantos outros que já pintara. Mas não levava telas e pincéis, e sim uma pistola. Voltou a arma contra o próprio peito e apertou o gatilho. Não resistiu ao ferimento. Morreu por volta de uma e meia da manhã do dia 29.

Suas principais obras foram: Os comedores de batatas (1885); A italiana; A vinha encarnada; A casa amarela (1888); Auto-retratos; Retrato do Dr. Gachet; Girassóis; Vista de Arles com Lírios; Noite Estrelada; O velho moinho (1888); Oliveiras (1889).

Uma vida marcada por tragédias; um “post morten” de reconhecimento e glória; fico intrigado com esse extremo, acredito que suas obras não mudaram com sua morte, e sim, a humanidade vislumbrou um novo ponto de vista, reconheceu o lado positivo daquele homem, com os defeitos de qualquer homem, porém com virtudes do que é melhor no homem, a Arte.

Sou-lhes grato, meus amigos.

Fred Domingos

quinta-feira, 6 de maio de 2010

QUARTA DIMENSÃO – PROVÁVEL NA TEORIA DA RELATIVIDADE E/OU NO CUBISMO/SURREALISMO?



Em pesquisa a um site que, em poucas leituras, considerei cético sim, pois seu objetivo é questionar “mitos” e desconstruir “farsas”, seu endereço eletrônico é http://www.ceticismoaberto.com

…Entretanto, de tão superficial em suas abordagens, se torna não menos questionável que o conteúdo de seus artigos. Essa é a impressão sobre temas postados, nem sequer levando em consideração as entrevistas vinculadas atualmente pelo seu criador, o Ufólogo Kentaro Mori (clicando em seu nome, você pode contatá-lo por e-mail) além de superficial em suas afirmações, mistura teorias conspiratórias forjadas a fatos inexplicáveis de aparições de OVNI’s narrados por pessoas de origens rudes e simplórias, nunca citando fontes sérias, estudos comprovadamente reconhecidos por respeitados cientistas.

Um artigo que considero interessante e vale o comentário, refere-se a uma teoria sobre a Quarta Dimensão e relação com a Arte (daí o meu interesse), isso segundo seu idealizador, que certamente nunca ouviu falar de Albert Einstein e, muito menos, suas teorias e seus desdobramentos atuais, teoria das supercordas, relatividade tempo/espaço e a gravidade; teoria baseada apenas em princípios de geometria espacial (Geometria em 3D). Segundo pesquisas contemporâneas, existe uma conclusão que o elemento diferencial entre 3D e 4D e o fator “Tempo” e não “Espaço”,e sendo assim, não devemos considerar uma nova perspectiva espacial, a relatividade, nessa nova dimensão, é temporal.

Muito bem, vamos a compilação do trecho que justifica a teoria de uma 4ª Dimensão Espacial.


O tesseract, ou "hipercubo", é o objeto quadri-dimensional mais acessível, assim vale a pena tentar entendê-lo. Nós trabalhamos através de raciocínio indutivo, começando com um ponto e arrastando-o para traçar um segmento. Então arrastamos o segmento para traçar um quadrado, e arrastamos o quadrado para formar um cubo. O próximo passo é arrastar o cubo em uma quarta direção, perpendicular a todas as extremidades do cubo, resultando em um tesseract ou "hipercubo". O último passo, como sempre, é difícil de imaginar porque requer a quarta dimensão. Nós adquirimos uma noção com alguns desenhos:


Usando perspectiva podemos desenhar um cubo de forma um pouco diferente. Fazendo uma projeção semelhante ao hipercubo conduz à imagem tridimensional abaixo. Sua mente reconstrói a imagem de um cubo muito facilmente em uma imagem mental de "cubo". Faça o mesmo com o hipercubo e você deverá ter uma imagem tridimensional satisfatória de um cubo dentro de outro, com cantos conectados por linhas. Porém, esta é só uma imagem do hipercubo, projetada em nosso espaço usando perspectiva. O cubo menor no meio é menor porque está mais longe, naquela quarta direção. Para adquirir um senso ainda melhor do hipercubo, brinque com esta imagem estereográfica em movimento.


Imagens de perspectiva parecem naturais a nós em parte porque estamos acostumados a olhar para elas, especialmente como fotografias, e em parte porque nosso olho funciona de uma maneira semelhante. Mas na realidade a perspectiva resulta em tremenda distorção de imagens. Objetos próximos são mostrados grotescamente grandes enquanto objetos distantes ficam minúsculos. No começo do século 20, um grupo de pintores conduzido por Picasso e Braque conduziram uma cruzada contra a perspectiva tradicional. Eles defenderam não apenas que a perspectiva destrói a proporção, mas que na realidade nós não vemos como uma máquina fotográfica — nós vemos com dois olhos, e nossos olhos se movem para entender uma cena.

Embora muitos outros fatores tenham estado envolvidos, uma das idéias instrumentais no desenvolvimento do Cubismo era que a quarta dimensão poderia fornecer um ponto de vista para observar as formas não distorcidas de objetos.

Faço uma pausa para comentar a afirmação acima; o verdadeiro objetivo dos Cubistas de sua segunda fase, pois, na primeira, Cezàne repelia o estilo Renascentista, suas obras eram apenas pinturas, sua visão da realidade, e dessa forma, diferente da realidade em formas e cores; já na segunda fase, Picasso utilizava-se de conceitos de Geometria Descritiva (Transformava formas tridimensionais em bidimensionais) gerando as formas planificadas, de certa forma desproporcionais em figuras humanas e outras da própria natureza. Nunca foi citada a 4ª Dimensão em trabalhos Cubistas, nem existia um porquê, pois seus autores lidavam apenas com a transformação da 3D para 2D, simplesmente brincavam com com as formas, com o espaço.

 …os Cubistas tentaram retratar todos os lados de um objeto de uma só vez, como se vistos da quarta dimensão...

…  

Ironicamente, como a teoria de Einstein de relatividade foi aceita no começo dos anos 20, sua definição elegante do espaço-tempo quadridimensional matou o romance entre o público e a quarta dimensão do espaço. Agora que os físicos estavam tratando o velho tempo como uma quarta dimensão, especulações sobre "outras" direções misteriosas pareciam absurdas, e a quarta dimensão desapareceu da arte e literatura…  

Ironicamente, Einstein, definição elegante que matou o romance entre o público e a quarta dimensão… O que ele está querendo dizer com essa estorinha?

Finalizo este artigo com tantas dúvidas quanto, ou mais, as iniciais; concluo apenas que, em meu entendimento, isso é uma desinformação. Em um “post” anterior comentei sobre comparações absurdas entre autores e estilos diferentes; pensei ser o ápice da desmotivação à apreciação da Arte, ledo engano.

Amigos tirem suas próprias conclusões.

Abraço a todos.

Fred Domingos

Obra: Guernica de Pablo Picasso