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sexta-feira, 23 de abril de 2010

ENSINAMENTO BUDISTA

"Busca a iluminação e o resto te será dado por acréscimo."
Siddharta Gautama

Caros amigos, gostaria de comentar sobre alguns princípios dessa religião – extremamente filosófica – muito similares a procedimentos utilizados na programação de um computador, pois Siddharta Gautama, analogamente, a uma máquina, pautava seus ensinamentos em “desprogramar” nossa mente; excluir de nossas vidas os “maus programas” ou vírus, que se instalam no decorrer de nossa jornada pelo mundo material.

Buda conseguiu a iluminação após vencer Mara, direcionou a mente à destruição completa dos 4 venenos, emancipando-se totalmente do veneno da concupiscência, do veneno do amor à existência (o apego), do veneno da falsa opinião (engano, superstição) e do veneno da ignorância (ignorância das nobres verdades).

Seu processo de chegar à Iluminação era fundamentado na renúncia às comodidades, que tanto naquele tempo como agora nos mantém atados e adormecidos, funcionando sempre como autômatos, antagônicos, indo do prazer à dor, do gozo ao sofrimento, do berço à tumba, da morte ao retorno à vida, sem nunca sair da tediosa roda de nascimentos e mortes, da roda do Samsara. Ele se propôs sair dessa roda e também ensinar esse caminho, revelando o que nos prende aqui (matéria), são os desejos produzidos pelos múltiplos agregados que todos levamos em nosso interior. Só eliminando esses agregados poderemos ter acesso à dita de um coração tranqüilo.

Buda viu como repetimos os mesmos atos durante vidas e vidas, mantendo-nos encarcerados pelas nossas próprias criações egóicas, sem poder experimentar a verdadeira felicidade do Ser, que é o estado próprio de um homem que se uniu com o seu Buda íntimo (união do Ser ao seu Eu superior). Concluiu, também que para despertar há que manter-se no meio, fora das extremidades da dualidade.

Sempre em equilíbrio, pouco a pouco nos conforma uma mente sã e harmoniosa, capaz de compreender toda sombra egóica até no último rincão escuro de nossa mente, Buda sempre dizia: «Busca a iluminação e o resto te será dado por acréscimo», o maior inimigo da Iluminação é o Eu...( Ego) O Eu é o nó fatal no fluir da existência, da vida livre em seu movimento, e após sua dissolução, é possível vivermos o agora, pois somos responsáveis por ele; deixando o passado e futuro, que são imprevisíveis e intangíveis no agora.

Para Siddharta Gautama o essencial é, o que se denomina de,  Quatro Nobres verdades:

A Primeira Nobre Verdade é que há sofrimento, a doença é sofrimento, o nascer é sofrimento, a velhice é sofrimento, a morte é sofrimento, a dor e o desespero são sofrimentos, o contato com o desagradável é sofrimento, o desejo insatisfeito é sofrimento, os cinco agregados da mente e do corpo que produzem os desejos são sofrimentos.

A Segunda Nobre Verdade é que o sofrimento se origina nos desejos que causa o renascimento e estão acompanhados pelo prazer sensual, buscando a satisfação neste plano físico e além, ou seja, a ânsia de prazeres, a ânsia de nascer de novo, a ânsia de ser aniquilado.

A Terceira Nobre Verdade é que a extinção do sofrimento é a verdadeira ausência de paixão, a destruição completa dessa ânsia de prazeres, dessa ânsia de nascer e dessa ânsia de ser aniquilado. O não mais albergar essa ânsia provoca a extinção do sofrimento.

A Quarta Nobre Verdade é o caminho que conduz à extinção e supressão da dor, é a via que leva à eliminação de Mara e à contemplação da Verdade Última do Ser e, portanto, à Suprema Felicidade sem Limites.

Formamos assim nosso caminho, o qual deverá ser percorrido com muita cautela e sedimentado pelo NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO ( observação dos 8 pontos cruciais).

VISÃO CORRETA. É ver de acordo com realidade de que existe o sofrimento, a sua causa, o seu fim e o caminho que conduz a esse fim.

PENSAMENTO CORRETO. Pensamento livre de sensualidade, má vontade e crueldade.

LINGUAGEM CORRETA. Linguagem livre de engano, insulto, malícia e estupidez.

AÇÃO CORRETA. Ação livre de assassinato, roubo, adultério, mentira e entorpecentes.

VIDA CORRETA. Quando o discípulo evita um comércio perverso (adivinhação, usura, armas, seres vivos, carne, entorpecentes e venenos) e ganha a vida por meios retos e honoráveis.

ESFORÇO CORRETO. Com o esforço correto se impedem os pensamentos negativos e se desenvolvem os positivos.

ATENÇÃO CORRETA. Quando o devoto vive atento e sabe que o corpo, os sentimentos, a mente e os pensamentos são impermanentes e estão submetidos à decadência.

CONCENTRAÇÃO CORRETA. É a unidirecionalidade da mente mediante exercícios respiratórios e meditações especiais.

A “Filosofia Budista” ensina o caminho, compete a cada um trilhar seu caminho e fazer o esforço, não cometer ofensas morais, fazer o bem e limpar o próprio coração: esse é o ensinamento de todos os Budas.

Refletidas as 4 Nobres Verdades, trilhadas as 8 fases do Nobre Caminho, o retorno do sofrimento é resultado das 12 Causas do Eterno Retorno, ou seja, a origem do sofrimento ou a explicação do porque voltamos a nascer uma e outra vez neste reino ou em outros:

Há ignorância.

A ignorância condiciona as formações mentais.

As formações mentais condicionam a consciência.

A consciência condiciona a mente e o corpo.

A mente e o corpo condicionam os sentidos.

Os sentidos condicionam o contato.

O contato condiciona a sensação.

O sentimento condiciona o desejo.

A ânsia condiciona o apego.

O apego condiciona o processo de chegar a Ser.

O processo de chegar a ser condiciona o renascimento.

O renascimento condiciona a decadência e a morte, e também a pena, lamentação, dor e desespero.

O entendimento desse significado das doze causas do eterno retorno há que apelar à gnose de todos os tempos, a saber que o último elo é a ignorância.

A ignorância é tudo contrário ao conhecimento, e é indubitável que conhecimento é Gnose, Gnose é a chama da chama, com a qual podemos fazer luz até no mais distante rincão do Universo. Gnose é o fogo devorador que consome toda ignorância e é capaz de oferecer à Essência a Verdade Última e a liberação total de todo encadeamento à Roda do Samsara.

Conforme Hermes Trismegisto: «Tudo é mente, o universo é mental», portanto, os seguintes desdobramentos da Mônada ou Chispa Virginal já estão condicionados pela ignorância e arrastam visão subjetiva do próprio Universo que nos rodeia.

Uma outra forma de encarar o caminho da iluminação, mais algumas peças a esse grande quebra-cabeça…

Luz a todos nós.

Fred Domingos

Fonte: http://www.vopus.org
http://samsara.blog.br

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. apesar das palavras mais dificeis, o princípio disso tudo é não nos abatermos pelas causas e mantermos o equilíbrio e conduzirmos nossa vida com retidão e amor....sem fazer o mal,sem desejar o mal e nos mantermos afastados dele....manter uma vida plena e tranquila, capaz de nos manter fortes em qualquer situação.....de evoluirmos e atingirmos plenitude e felicidade apesar dos problemas, apesar dos outros, apesar do envelhecimento.LINDO

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