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terça-feira, 23 de março de 2010

MUDANÇA DE VALORES


As sociedades vêm passando por uma frenética mutação em seus valores morais (coletivos e individuais), transformando completamente as formas de relacionamento interpessoais, hábitos de vida social, necessidades primárias individuais e assim outros aspectos do nosso cotidiano.

Podemos citar muitos exemplos relacionados a essa mudança no eixo do discernimento humano em 180°, e sua abrupta decadência; para isso basta-nos um dia de observação, isso mesmo, seja um observador da sua rotina diária, creio não ser tão complexo e desgastante, pois milhões passam horas, fundindo uma noite ao dia, observando os famosos “realityshows”, discutindo entre seus familiares e amigos o que fulano disse de ciclano, o que beltrano balbuciou enquanto dormia, e várias outras situações de “grande importância” a quem observa.

Ainda ontem observei uma situação que reflete cada vez mais a consciência humana deixando o “humano” de lado, tornando cada um de nós mais uma matéria, coisa, algo inanimado; comparado a nossos equipamentos domésticos e profissionais, pouco menos fútil, mas também sem vida, pois do momento em que acordamos até nosso regresso ao sono “merecido”, somos apenas avatares de nós mesmos, olhando para um interior vazio.

Nessa situação, estava aguardando um elevador em um Complexo Hospitalar, pois havia acabado de sair de uma consulta de avaliação de uma artroscopia que realizei há alguns dias; momento em que um senhor de seus sessenta anos, acompanhado de sua esposa, provavelmente de idade semelhante, chegaram e ele começou a apertar de maneira afobada os botões de acionamento para conduzir o elevador ao nosso andar, cabe salientar que encontrava-me utilizando muletas e assim não era viável descer apenas o único lance de escadas, pois estávamos no primeiro andar.

Mesmo não percebendo, ou percebendo mas não aceitando a demora do elevador, esse senhor passou novamente a acionar os botões do equipamento; passamos não mais de dois minutos nesse impasse, quando o elevador chegou ao primeiro andar, e, gentilmente, eu e minha esposa solicitamos que o casal assumisse a frente, imediatamente, aquele senhor, sem sequer fitar nossos olhos, entrou puxando sua provável esposa e acionou o botão de fechamento das portas.

Por educação, um dos funcionários do Centro Médico, segurou a porta e permitiu nosso embarque e, meio sem jeito, o senhor olhou a sua volta e sussurrou a senhora que o acompanhava, que acreditava que nós não iríamos naquele elevador; fato esse que acredito sim, pois aquele homem demonstrou, não falta de educação, mas falta de consciência no agora, falta de percepção a fraternidade e não acreditou que poderia receber uma gentileza.

Acredito que, esse caso não seja exceção, pelo contrário, diariamente nos deparamos como atores de cenas dessa natureza, somos muitas vezes seus protagonistas, porém deixamos de “saber”, pois não temos a consciência do que fizemos, só podemos perceber quando somos a outra parte…
Vivemos em rotinas onde a gentileza é sinal de falta de masculinidade, pois as próprias mulheres deixaram de perceber pequenos gestos, como o abrir-lhe uma porta, deixar-lhe o lado interno da calçada, acomodar-lhe em uma cadeira em um restaurante, considerando assim, que não são necessários; bem como os idosos estão perdendo o senso de fraternidade, pois sempre esperam (e na maioria das vezes são tratados assim) grosserias, subjugo, indiferença e tantas outras atrocidades contra o que seremos e breve, caso sejamos merecedores logicamente.
Nossa juventude valoriza o irrelevante, fútil e fácil; por conta que seus pais estão preocupados com seus afazeres e delegam a “educadores” essa função, considerada por eles mesmos como de baixa prioridade; deixa de existir a conversa franca, o abraço sem nenhum interesse, apenas pelo amor do filho em reconhecimento ao pai, e do pai em relação ao orgulho do filho, a família tem grande importância na quebra desse sistema onde parecemos um cão correndo atrás do próprio rabo.
Seremos pessoas melhores mudando…
Primeiramente, mudando a nós mesmos, relevando o lado espiritual, percebendo que somos muito mais do que máquinas inanimadas que estão passando por essa existência, somos um momento de nosso Eu maior, e esse momento tem infinita importância para o todo; e a partir daí passaremos a mudar o que está a nossa volta, uma vez que o medo, medo esse, que até então nos nivelava à condição de coadjuvante em nossas próprias vidas, já está esquecido juntamente com aquele eu mecânico.
Por Frederico Domingos

Um comentário:

  1. Grande observação, Fred, infelizmente é uma realidade cada vez mais presente em nosso dia a dia, mas pra mudar isso é preciso rever todo o processo de educação principalmente dentro de casa de onde levamos nossas principais bagagens.

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