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segunda-feira, 29 de março de 2010

MICHELANGELO BUONARROTI


“O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu.”
Michelangelo



Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni nasceu em Caprese, região toscana, província de Arezzo, na Itália em 06 de Março de 1475. Afamília Buonarroti era de uma linhagem nobre, mas em decadência.

Na época do nascimento de Michelangelo, seu pai, Lodovico di Lionardo Buonarroti Simoni era prefeito na província de Caprese. Seus irmãos eram cinco, todos do sexo masculino, e Michelangelo era o segundo dentre eles.

Aos seis anos ficou órfão de mãe e foi entregue aos cuidados de uma ama-de-leite cujo marido era cortador de mármore da aldeia vizinha. Para o artista, a influência desse homem que o levou a sua vocação de escultor. Foi ali em Settignano berço do escultor Michelangelo. O menino cresceu nesse ambiente, e com este convívio direto com o mármore, ele teve o seu primeiro contato com o cinzel e o martelo, e pode estudar as diversas técnicas de escultura. Primeiro na rocha comum, como em um teste e depois na prova real com o mármore a chamada "pedra da luz" pelos gregos.

Este pontapé inicial marcou definitivamente a vida de Michelangelo. Não era possível voltar atrás, a paixão pela escultura desabrochou e o resultado disso podemos ver em suas obras que nos encantam até os dias de hoje. O pai do jovem Michelangelo, uma pessoa muito 'temente a Deus' e violenta, era de uma tradicional família da velha aristocracia florentina e não concordava com a decisão dele de ser artista, e, algumas vezes ele foi espancado em virtude de escolher tal profissão, o que ele queria para si, porque na família Buonarroti haviam soldados, porém ele era o primeiro a querer ser artista.

Mas a persistência e obstinação de Michelangelo venceram a reticência do pai. Ele ingressou na oficina do pintor Domenico Ghirlandaio, considerado o mestre da pintura em Florença. Nesta oficina de Ghirlandaio, Michelangelo pode aprender todos os recursos técnicos do ofício de pintar. Uma sólida técnica em pintura de afrescos e domínio da arte de desenhar.

Porém as idéias de arte entre o aprendiz e o mestre eram diferentes. Michelangelo achava a pintura uma arte limitada, ele queria algo de maior expressão, impacto e monumentalidade. E permaneceu na oficina de Ghirlandaio brevemente, cerca de um ano.

Na vida de Michelangelo existem algumas especulações no que diz respeito a ele ter saído da oficina de Ghirlandaio. Dizem que Michelangelo deixou a oficina de Ghirlandaio pelas divergências sobre artes entre ambos, ou por que Ghirlandaio logo percebeu que seu aprendiz Michelangelo o superou devido ao seu grande talento e genialidade.

Outro relato diz que Lorenzo de Médici grande mecenas das artes em Florença, poeta e também chamado de "o Magnífico", foi ao atelier de Ghirlandaio procurar aprendizes com aptidão de esculpir. E Lorenzo ficou encantado com o talento do nosso jovem artista, e o escolheu para agregar a sua escola como aprendiz de escultor.

Bem, o fato é que após sair da oficina de Ghirlandaio em 1489, Michelangelo se encaminha para o Jardim de São Marcos em Florença, a escola patrocinada por Lorenzo de Médici. Nos jardins do Convento de São Marcos, Lorenzo mantinha esculturas gregas, romanas e clássicas que eram modelos para os aprendizes trabalharem.

Morou no palácio dos Médici e lá pode conviver com pintores, filósofos, poetas,escultores,arquitetos e médicos, onde se dedicou profundamente ao estudo da obra de grandes mestres do passado: Giotto, Masaccio, Donatello, e dos escultores gregos e romanos;  estudando os segredos dos escultores antigos que sabiam representar a beleza do corpo humano em movimento, com todos os músculos e tendões. Em pouco tempo dominou tanto o que estudou que não havia postura e movimento que ele não pudesse desenhar.

Logo os rumores sobre o artista foram se espalhando, sendo comparado aos antigos mestres da escultura, houve, também, quem dissesse que ele os superava; em seu primeiro trabalho em relevo, aos 15 anos de idade, a "Madonna da escada", o mármore perdia a dureza e a solidez; subsequentemente, corpos nus, orgãos e músculos nascem através de suas mãos que martela com vigor o mármore. Transmitem energia, ganham movimentos que outrora nenhum outro artista pudesse ou se atrevesse a executar. Mas, a morte de Lourenço, em 1492, e a inflamada pregação mística do monge Savonarola, nesse mesmo período, fazem com que Michelangelo abandone a cidade e fuja para Veneza.

Aos 17 anos criou o baixo relevo a "Batalha dos Centauros" (o baixo-relevo de tema mitológico transmite a força e beleza impassíveis dos deuses gregos), e a fama de Michelangelo foi propagada além dos muros de Florença, em Roma, precisamente, foi requisitado por um banqueiro que lhe encomendou "Baco", antes de voltar-se para a temática de inspiração religiosa que dominaria sua arte a partir de 1498, com a derrocada do monge Savonarola, instala-se em Michelangelo uma certa melancolia. Por mais que este sentimento não seja dito em suas cartas à família em Florença, suas obras exprimem a sensação. Pietà, por exemplo, mostra esse sentimento envolto em uma figura bela e clássica.

Apenas com sua volta a Florença, em 1501, o artista encontra a maturidade em seus trabalhos. A escultura de Davi é o principal exemplo disso. A obra foi esculpida em um bloco de mármore, abandonada por 40 anos na catedral da cidade porque o escultor a quem foi entregue o trabalho - Ducci - morreu inesperadamente. O objetivo inicial seria a confecção de um profeta, mas Michelangelo resolveu transformar o mármore no colossal Davi, símbolo de luta contra o Destino, assim como o personagem bíblico lutou contra Golias. A obra foi tão contemplada por outros artistas, como Leonardo da Vinci, Botticelli, Filippino Luppi e Perugino, que eles formaram uma comissão para conversar com Michelangelo e perguntar a ele onde seria o melhor lugar para a escultura ficar. O artista decidiu-se pela praça central de Florença, em frente ao Palácio da Senhoria.

A genialidade de Michelangelo encantou o papa Júlio II. Em 1505, o pontífice chamou o artista para duas missões: construir uma tumba monumental para Júlio II que recordasse a magnitude da antiga Roma, e depois o tão admirável teto da Capela Sistina para que ele o pintasse. Esse foi um dos principais desafios da vida de Michelangelo. Dizia ter nascido para esculpir e não pintar.

Mas, devido as provocações recebidas por Bramante que era o arquiteto oficial do papa Júlio II , decide por aceitar pintar o teto da Capela, porém, divergências sérias ocorreram. O pontíficie queria saber quando Michelangelo terminaria de pintar o teto da capela e ele respondia "quando eu terminar!"Certa vez ele decide abandonar a pintura e o papa lhe dá uns bofetões no rosto.

Após muitos contratos confusos entre ele e o papa, o trabalho só foi finalizado anos depois da morte de Júlio II (este faleceu em fevereiro de 1513) e da sucessão de outros papas. Em janeiro de 1545, o pesadelo de sua vida, que foi a construção deste mausoléu, estava finalizado. Do projeto inicial restou apenas o Moisés, que era um detalhe e, no final, tornou-se o centro do monumento.

Michelangelo recebeu outros trabalhos dos papas que sucederam Júlio II para reestruturar fachadas de capelas e decorá-las. Tanto que, nos últimos anos, o artista exerceu muito mais a função de arquiteto do que de escultor ou pintor. Mas também merece destaque sua incursão na poesia. Ele produziu, principalmente, sonetos de grande vivacidade sobre os temas religiosos.

Toda a produção do final da sua vida é marcada por uma união mística com Cristo e voltada para as cenas da Paixão de Jesus. Em 18 de Fevereiro de 1564, Michelangelo morre em sua cama. Como testamento, o artista pediu que seu corpo regressasse a Florença, pois estava doando sua alma a Deus e seu corpo à terra.

“Observei o anjo gravado no mármore, até que eu o libertasse.”

Fonte: 'Gênios da Pintura', Círculo do Livro

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