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O objetivo deste Blog é a interação entre as mais variadas formas de Arte, Consciência através do conhecimento e a busca por um crescimento Espiritual, em um aprendizado através da realização das obras e vida de seus autores.

quarta-feira, 31 de março de 2010

SOMEBODY TO LOVE


“ Excellent... Queen concert from Milton Keynes Bowl, United Kingdom in 5th June 1982.”



Can anybody find me somebody to love?

Each morning I get up I die a little
Can barely stand on my feet
(Take a look at yourself)Take a look in the mirror and cry
Lord what you're doing to me
I have to spend all my years in believing you
But I just can't get no relief Lord
Somebody (somebody) ooh somebody (somebody)
Can anybody find me somebody to love?

I work hard (he works hard) everyday of my life
I work till I ache my bones
At the end (at the end of the day)
I take home my hard earned pay all on my own
I get down (down) on my knees (knees)
And I start to pray (praise the Lord)
'Til the tears run down from my eyes
Lord somebody (somebody) ooh somebody (please)
Can anybody find me somebody to love?
(He wants help)

Every day (Every day) - I try and I try and I try -
But everybody wants to put me down
They say I'm goin' crazy
They say I got a lot of water in my brain
Got no common sense
I got nobody left to believe
Yeah - yeah yeah yeah
Ooh

Somebody (somebody)
Can anybody find me somebody to love?
(Anybody find me someone to love)
Got no feel I got no rhythm
I just keep losing my beat (you just keep losing and losing)
I'm OK I'm alright (he's alright, he's alright yeah yeah)
I ain't gonna face no defeat
I just gotta get out of this prison cell
Some day I'm gonna be free Lord

Find me somebody to love find me somebody to love
Find me somebody to love find me somebody to love
Find me somebody to love find me somebody to love
Find me somebody to love find me somebody to love
Find me somebody to love find me somebody to love
Somebody somebody somebody somebody somebody
Find me somebody find me somebody to love
Can anybody find me somebody to love
Find me somebody to love
Find me somebody to love
Find me somebody to love
Find me find me find me
Find me somebody to love

Somebody to love
Find me somebody to love...

VIVALDI


“Vivaldi, um dos maiores talentos do período barroco. Apesar da fama de que gozou em vida, foi logo esquecido com o advento do classicismo.


Antonio Lucio Vivaldi nasceu na carnavalesca Veneza a 4 de março de 1678. Não poderia ser diferente: a cidade italiana - emblematizada por máscaras coloridas, gôndolas românticas e canais melancólicos - influenciou sua obra. Filho de Giovanni Batista, Vivaldi ouviu os primeiros sons de violino em casa. Seu pai, um músico que tocava na basílica de São Marcos, lhe ensinou os principais segredos das quatro cordas do instrumento que o imortalizaria como um dos principais gênios da música.

A sensibilidade de Vivaldi levou-o a preocupar-se com as coisas da alma e a optar pelo sacerdócio, como forma de se realizar. Estudou em seminários, onde também se dedicou à música. Ordenou-se padre em 1703, mas sua arte não estava em rezar missas. Pesou contra o ‘padre ruivo’ a acusação da Igreja de se ter deixado envolver, sentimentalmente, com uma de suas alunas de violino. Enfrentou as autoridades eclesiais o quanto pôde, mas acabou desistindo da carreira. Para afastar-se do ofício, alegou problemas de saúde. Há registros de que sofria com fortes dores no peito, possivelmente provocadas por asma ou angina.

A partir de 1704, longe da batina, Vivaldi foi regente no conservatório de Ospedale della Pietà, um dos quatro grandes orfanatos para meninas, na cidade de Veneza que serviam, também, como escolas de música. Ali conheceu a moça por quem se apaixonou. Era Anna Giraud, inspiradora de suas óperas e tormenta de todos os seus dias, até a morte. Vivaldi passou a compor com intensidade. No conservatório de Ospedale permaneceu durante três anos. Mais tarde, voltou a trabalhar neste mesmo local, no cargo de maestro de concerto. Seu mestre em composição continuava sendo o notável Giovanni Legrenzi, maestro da Capela Ducale. Os concertos para violino são os mais importantes dentro do magnífico catálogo que reúne suas obras. Mas experimentou escrever também para diferentes e excêntricos instrumentos, incluindo o bandolim, sempre com muita docilidade.

Nunca mais conseguiu se desligar do Pietà. Mesmo estando fora da terra natal, enviava todos os meses, pelo correio, dois novos concertos para ser interpretados pelas meninas. Repetiu tal rotina durante trinta anos. Como sua capacidade de criação não se limitava a cumprir o compromisso assumido com o conservatório, escreveu além da encomenda. Da sua lista de composições fazem parte 550 concertos, 350 para instrumentos solo (mais de 230 para violino). Há ainda 40 concertos duplos, mais de 30 para solistas múltiplos e perto de 60 para orquestra sem solo, 46 óperas, 23 sinfonias.


A mais popular obra de Vivaldi é, certamente, As quatro estações. Na verdade, elas fazem parte de 12 concertos denominados O diálogo entre a harmonia e a criatividade. Nessa série, se acentua a tendência ao sentido pitoresco que resulta na tentativa de se expressar, musicalmente, fenômenos da natureza ou sentimentos, como a primavera, o verão, o outono e o inverno retratados em As quatro estações. Vivaldi escreveu também uma grande quantidade de obras sacras, entre elas a célebre Glória, especialmente composto para o casamento do rei Luiz XV. Dedicava-se com extrema paixão tanto à música sacra quanto à profana.

Continuava a escandalizar ao lado de Anna Giraud, cantora e ex-aluna, com quem viajava para as apresentações. Vivaldi acabou abandonando a preconceituosa Veneza, transferindo-se para Roma, Amsterdã e Viena, onde morreu a 28 de julho de 1741, aos 63 anos.

Não se conhece bem a biografia de Vivaldi, é sabido que, dentro do Barroco, foi um Gênio, porém esquecido depois de sua morte com o advento do Classicismo. 

Barroco foi o nome dado ao estilo artístico que floresceu na Europa, América e em alguns pontos do Oriente entre o século XVII e meados do século XVIII, com algumas derivações regionais perdurando até o século XIX. O termo "barroco" advém da palavra portuguesa homónima que significa "pérola imperfeita", ou por extensão jóia falsa. A palavra foi rapidamente introduzida nas línguas francesa e italiana, mas foi usada somente no fim deste período, então carregada com uma carga pejorativa que só começou a ser dissolvida no final do século XIX. De certa forma o Barroco foi uma continuação natural do Renascimento, porque ambos compartilharam de um profundo interesse pela arte da Antiguidade clássica, com a diferença de interpretarem e expressarem esse interesse de formas diferentes.

 Em compensação, correram muitas anedotas. Por causa de seus cabelos ruivos, Vivaldi teria sido apelidado ‘o padre ruivo’. Teria sido suspenso das funções sacerdotais por abandonar o altar durante a missa para notar, na sacristia, uma bela melodia que lhe ocorrera. Essas e outras anedotas são sinais da grande fama que Vivaldi gozava em vida; mas logo depois de sua morte ele e suas obras foram totalmente esquecidos. Pois Vivaldi foi principalmente compositor instrumental, e em seu tempo a Itália já quis ouvir só óperas.


Esse esquecimento durou cerca de duzentos anos. Sua redescoberta, por volta de 1940, deve-se a alguns musicólogos, sobretudo Marc Pincherle. A divulgação é devida ao conjunto romano I Virtuosi, dirigido por Renato Fasano, e especialmente ao discos. Vivaldi voltou a ser um dos compositores mais tocados, gozando mesmo de popularidade. A ousadia e a originalidade do compositor, ficam para sempre na história da música universal.

Caracterização - Vivaldi foi um dos maiores mestres do concerto grosso. Mas também já escreveu numerosos concertos para um solista com acompanhamento de orquestra de câmara. Em sua época, ainda não se conhecia a forma-sonata. A estrutura dos seus concertos é a mesma dos Concertos de Brandenburgo, de J.S.Bach, sobre o qual Vivaldi exerceu forte influência. Sua riqueza melódica é inesgotável e sua verve rítmica é irresistível. A estrutura polifônica é menos densa que a de Bach. Vivaldi foi, sem dúvida, compositor de primeira categoria, um dos grandes pioneiros da música instrumental do século XVIII. Contudo, não convém compará-lo a Bach, o maior gênio universal da música.

Concertos - Uma das principais obras publicadas de Vivaldi é o Estro armonico (1712), coleção de 12 concertos grossos. Seis desses concertos foram, por J.S.Bach, transcritos para órgão ou cravo, entre eles o n.º 8 em lá menor, o n.º 10 em si menor e o n.º 11 em ré menor, este último uma das mais famosas composições de Vivaldi. Dos concertos da coleção O diálogo entre a harmonia e a criatividade (1720), quatro formam o conjunto As quatro estações. Também são muito conhecidos hoje os 12 concertos grossos da coleção A extravagância, título que cabe ao bom número das obras de Vivaldi, caprichosas e altamente pessoais.

Dos concertos para solistas cabe mencionar o Concerto para violino - Per l'Assunta, o Concerto para viola em ré menor, o Concerto para cravo em ré maior - Alla rustica, e muitos concertos para instrumentos de sopro, entre os quais o para oboé em fá maior. Numerosos concertos de Vivaldi ainda não foram publicados. A Biblioteca Nacional de Turim possui grande acervo de obras inéditas do mestre.

Música vocal - Em Turim também se encontram as partituras de 19 óperas, do belo oratório Juditha triumphans (1716) e sobretudo muita música sacra: merecem menção especial um Magnificat, um Stabat Mater e um poderoso Dixit para cinco solistas, duas orquestras e dois órgãos.

Obra: A queda de Ícaro - Óleo sobre madeira, Musées Royaux des Beaux-Arts, Bruxelas – Barroco


           http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1365.html

PÁSCOA 2010: ASCENSÃO, TRANSFORMAÇÃO E A ENTRADA NO “RELACIONAMENTO LEGÍTIMO”

Mensagem de Célia Fenn
28 de Março de 2010 – África do Sul


É difícil acreditar que seja esta época do ano novamente! O fim de semana da Páscoa está se aproximando. Aqui na África do Sul é um feriado de quatro dias, quando todos “escapam” para a costa para uma última celebração de relaxamento ao sol, antes que o tempo frio se inicie para o Inverno. No ano passado, neste período, eu estava no Brasil, e muito parece ter me acontecido no último ano. Nós estamos certamente mudando e nos transformando em alta velocidade!


Mas, retornemos à Páscoa. Na comunidade tradicional Cristã, é a celebração da Morte e da Ressurreição de Jesus. Mas, na realidade, é um reprocessamento da antiga história arquetípica da morte do princípio masculino e do seu milagroso renascimento através do princípio Feminino. Esta história é tão antiga quanto os Sumerianos, onde a Deusa Innana desce ao inferno para resgatar o seu marido mortal e retorná-lo à vida, ou os Egípcios, onde a Deusa Ísis encontra os membros dispersos do seu marido assassinado, Osíris, e concebe uma criança milagrosa, chamada Hórus que renasce o princípio do guerreiro espiritual masculino.

Assim, como esta antiga história se tornou uma parte central das celebrações do ano Cristão? No caso da história Cristã, houve realmente um princípio masculino e um feminino encarnados em Yeshua e Maria Madalena. Eles vieram à Terra como Avatares para trazer as sementes da Nova Consciência, a qual chamaremos de Consciência Crística, para o mundo Ocidental. Isto foi feito através do trabalho e dos ensinamentos de ambos, em Israel, e mais tarde por Maria Madalena, na França. As Sementes da Luz de Cristo que estão desabrochando agora foram depositadas há dois mil anos.

Então, como a Páscoa, os ovos e os coelhos se combinam com a vinda da Luz Crística? Bem, a Páscoa é uma forma do nome da Deusa Astarte, outra forma do nome de Innana, e ela era celebrada como a Deusa da Fertilidade e da Criação. Os ovos e os coelhos são símbolos óbvios da procriação. E estes foram enxertados na história pela Igreja Católica, quando eles tomaram posse da Europa Pagã, em nome do Cristianismo. O ponto fundamental do Catolicismo era fundir a iconografia Pagã e os símbolos com os novos ensinamentos. E assim as antigas celebrações da fertilidade foram ligadas à história da morte de Cristo e ao processo da Ascensão.

A Ascensão é a habilidade de superar a dualidade da Terceira Dimensão e se mover para o Fluxo Milagroso do Amor e dos Milagres para a Consciência Superior da Quinta Dimensão. Isto foi ensinado pelos Avatares Crísticos com o seu foco no Coração, no Amor Incondicional e na Unidade de Todas as Coisas. Mas, também parece adequado que os antigos ensinamentos da redenção do Guerreiro pela Deusa deveriam se tornar parte da história da Ascensão e que deveriam ser trazidos à consciência agora. Tudo tem um propósito e uma razão!

No caso de Yeshua e de Maria Madalena, após a morte de Yeshua na Terra Santa, foi Maria Madalena, como o princípio Feminino que levou as Sementes de Luz à França e alimentou a Consciência Crística no mundo ocidental, até que o momento estivesse pronto para a “segunda vinda”, ou para a Ascensão da Humanidade ao nível da Quinta Dimensão ou da Consciência Crística. O “Filho” que nasceu da sua parceria Sagrada foi uma criança simbólica, a Consciência da Nova Terra que elevaria a Humanidade à Quinta Dimensão, após um período de escuridão.

Assim, para mim, esta época da Páscoa é sempre um momento de dar gratidão pela vida de Yeshua, como a energia Crística Masculina que trouxe as Sementes de Luz. Mas é também um momento para celebrar a vida de Maria Madalena como a energia Crística Feminina, que levou estas sementes à Europa, onde elas foram cuidadas por aqueles que mantinham a Luz em seu DNA e asseguravam que no momento certo a “Criança da Luz” nasceria nos corações da Humanidade, e que as poderosas energias dos ciclos do “final dos tempos” assegurariam que a “Criança” da Nova Consciência nasceria como uma Nova Consciência de Amor e de Unidade.

A Essência desta época da Páscoa, e a história da energia Crística, me parece também estar resumida na expressão Nativo Americana “Relacionamento Legítimo”, ou o que eu chamaria de “Relacionamento Sagrado”. É onde as energias fluem em perfeita Harmonia e Equilíbrio com a Vontade Divina, criando assim a Harmonia Divina e a Alegria. Como eu escrevi em um Diário de Bordo anterior, em nossas vidas nesta Terra, tudo é uma questão de Relacionamento e Parceria! Nossas vidas e a nossa criatividade estão conectadas com a nossa habilidade de co-criar com os outros. Entrar totalmente na Quinta Dimensão significa trazer aqueles Relacionamentos ao Equilíbrio Certo e criar o Relacionamento Sagrado.

Neste período, de agora até 2012, o foco estará definitivamente neste aspecto de nosso Crescimento e Evolução Espiritual, encontrando a Harmonia, o Equilíbrio e o Relacionamento Legítimo. Isto será parte especialmente do modo no qual nós criamos os relacionamentos que incorporam a interação dos princípios Masculinos e Femininos.

No passado eu fiz muito trabalho com a energia da Chama Gêmea, que é outro modo de descrever o poder do Relacionamento ou da União Sagrada entre Parceiros de Alma que incorporam os princípios Masculino e Feminino em si mesmos e em sua parceria. Eu constatei que havia muitas compreensões errôneas e distorção no modo com que as pessoas percebiam estas parcerias. Em primeiro lugar, muitas pessoas pareciam pensar que um relacionamento da Chama Gêmea era um relacionamento Romântico que terminava em casamento e paternidade e felizes para sempre na imagem da família nuclear Suburbana da cultura pop. Provavelmente isto é porque a nossa cultura está tão fundamentada no modelo econômico da família nuclear, que as pessoas acham difícil conceber um relacionamento que poderia ir além destes parâmetros. A idéia de “família” é uma questão de “contrato de paternidade” entre aqueles que procuram ter filhos e as almas que desejam encarnar através deles, e não é parte da Chama Gêmea ou da União Sagrada. O propósito da União Sagrada é encarnar os princípios Masculino e Feminino como um reflexo direto da União das Energias Divinas na Fonte. Isto cria um tremendo campo de poder criativo que expressa o Amor do Divino e pode trazer as pessoas ao estado Desperto da Consciência Superior muito rapidamente. É uma dádiva do Divino e deveria ser tratado com profundo respeito e grande honra.

Naturalmente, quando vocês entram em um relacionamento romântico, ou um contrato de família/paternidade, estes contratos também precisam ser honrados e tratados com profundo respeito pelas dádivas dentro deles, e estar no Relacionamento Sagrado se estende a todos os níveis de nossas vidas.

Agora, retornemos ao Relacionamento da Chama Gêmea ou da União Sagrada. Depois que as pessoas compreenderam que o aspecto da Chama Gêmea da União Sagrada era principalmente uma fusão da Energia da alma, desenvolveu-se também uma tendência infeliz entre os seres despertos de se “elevarem” na energia da fusão da alma e de desejar repetir a “fusão” desta energia com tantas pessoas quanto possível. Isto está, naturalmente, tudo em divina ordem. Os Seres Despertos apreciam fundir as suas energias da alma e experienciarem o “êxtase” da comunhão em níveis mais profundos, mas isto não é também a União Sagrada. É apenas um tipo de Abraço Sagrado da Família.

A União Sagrada é quando dois Seres Conscientes fundem as suas energias no Centro Cardíaco e então estendem esta energia à Esfera da Alma e Ancoram-na na Esfera da Terra, de modo que elas representam a fusão do Amor Divino,os princípios Masculino e Feminino expressos como Amor Divino e Incondicional. A “Chama” que é criada, que é chamada de “Chama Rosa Dourada”, é mantida no Coração de cada indivíduo e na junção do Coração que é criada quando as duas energias se tornam Uma com o Coração Divino e criam um Corpo de Luz da União Sagrada, que é uma expressão da Fusão do Céu e da Terra dentro de sua parceria.

Sim, esta é uma maravilhosa experiência! Sim, ela está se tornando disponível a mais e mais Seres Conscientes neste momento de Mudança e de Transformação. Mas, sim, isto também requer compromisso, foco e coragem. Requer a coragem de desenvolver uma profunda intimidade com uma pessoa, e de renunciar aos “extremos” de passar de uma pessoa para a seguinte, em uma série de fusões de energia “não afeiçoadas” que são consideradas como a União Sagrada, mas são vazias da profundidade, da intimidade e da graça da verdadeira União Sagrada quando está no Relacionamento Legítimo.

Não é tanto uma questão de encontrar a pessoa “certa”, mas uma questão de ter a coragem e a força de se entregar ao Processo do Amor quando ele os encontra. O amor está sempre os buscando e lhes pedindo que permitam a profunda entrega à União Sagrada. Não é algo que seja difícil e que possa somente ser encontrado pelos afortunados. É um processo natural, como respirar, mas respirando muito profundamente, de modo que vocês possam se expandir e crescer!

Quando nos renunciarmos às fórmulas de Hollywood para a expressão do amor através do Sexo, da Beleza da Juventude e da Procriação, nós entraremos em um novo nível de consciência, onde fluiremos na Expressão do Amor como um Dom Sagrado que funde o Céu e a Terra de muitos modos e de acordo com o Contrato Sagrado. Para aqueles que desejam experienciar a União Sagrada Divina, não é uma questão de buscar o parceiro certo, mas de estar disposto a “morrer” na Vontade (o princípio Interior Masculino), de modo que vocês possam renascer através do Amor (o princípio Interior Feminino).

Quando a Vontade chegar ao Equilíbrio com o Amor, como expressa através da Alma e do Espírito, então vocês poderão renascer na Consciência Superior e experienciar o Amor na Oitava Superior da fusão do Céu e da Terra. Vocês poderão ascender à Harmonia com a Vontade Divina e expressar o Amor Divino através do Equilíbrio e da Parceria.

Assim... aqui está a Páscoa... esta época do ano em que o Amor Sagrado, o Renascimento e a nossa Ascensão à Vontade Divina e à Harmonia, podem ser Celebrados!


Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

terça-feira, 30 de março de 2010

FREDDIE MERCURY

"Fazer tudo de novo? Por que não? Eu faria um pouquinho diferente." 

Freddie Mercury



Com sua voz poderosa e incrível domínio do palco, tendo conquistado platéias pelo mundo afora durante mais de duas décadas, Freddie quase dispensa apresentações. Mas para entender melhor quem ele foi e de onde veio, um atlas histórico-geográfico ajuda muito. QUEEN é cultura, então, vamos em frente.

Freddie Mercury nasceu em Zanzibar, uma ilha próxima à costa leste da África, em 5 de setembro de 1946, tendo sido batizado como Farokh Bulsara. Seus pais, Jer e Bomi Bulsara, são provenientes da região de Gujarati, na Índia, descendentes dos persas que para lá imigraram há mais de mil anos fugindo de perseguições religiosas. Eles fazem parte de um grupo étnico conhecido como Parsees, seguidores do zoroastrismo. Bomi Bulsara era um funcionário do estado, trabalhando como caixa da suprema corte do governo britânico em Zanzibar, na época uma colônia da Grã-Bretanha.

Aos oito anos, Farok foi mandado para a St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Bombain, na Índia, onde começou a ser chamado Freddie pelos colegas. Foi lá também que formou sua primeira banda - The Hectics.

Durante os anos seguintes, Freddie voltava à sua ilha natal somente para as férias. Em 1963, no entanto, Zanzibar se tornou independente e em 1964 estava à beira de uma revolução liderada pelo partido africano. Muitos ingleses e indianos tiveram que abandonar a ilha por razões de segurança, entre eles a família Bulsara, que acabou se instalando em Feltham, Middlesex, um subúrbio de Londres. Freddie tinha então 17 anos.

Afeito aos esportes, tendo sido campeão de tênis de mesa aos dez anos de idade, mas principalmente apaixonado pelas artes, ele decidiu entrar para o Ealing College of Art em setembro de 1966, a fim de seguir um curso de ilustração gráfica. No Ealing, ele se tornou amigo de Tim Staffell, vocalista e baixista de uma banda chamada Smile, cujos demais componentes vinham a ser Brian May e Roger Taylor.

O contato com o Smile acendeu em Freddie a vontade de fazer parte de um grupo de rock. Ele passou por algumas bandas que tentavam encontrar espaço no cenário musical londrino: Ibex, Sour Milk Sea e Wreckage, mas quando Tim Staffell resolveu sair do Smile para formar um novo grupo, Freddie não pensou duas vezes para se unir a Brian e Roger.

Um pouco antes do lançamento do primeiro disco do QUEEN, ele decidiu mudar seu sobrenome para Mercury.

Ainda em 1970, Freddie conheceu Mary Austin, gerente da butique “gay” no bairro de Kensington. Os dois começaram a namorar no ano seguinte, numa relação que durou até quase o final da década de 70, quando Freddie assumiu sua bissexualidade. Apesar disso, Mary continuou sendo sua melhor amiga e pessoa de confiança.

Embora a maior parte de sua carreira se confunda com a do QUEEN, Freddie Mercury também lançou alguns trabalhos solo: os LPs Mr. Bad Guy (1985) e, com a diva Montserrat Caballé, Barcelona (1988), e participou do musical Time, de David Clark.

Aficcionado pelo balé, chegou a fazer uma apresentação beneficente, dançando Bohemian RHAPSODY com o Royal Ballet de Londres, em 1979. Tanto o balé como a ópera foram elementos fundamentais no desenvolvimento de sua performance, e a verdade é que Freddie nunca deixou de se aperfeiçoar. Diz o guitarrista Brian May que, mesmo quando Freddie já estava muito doente, "sua voz, miraculosamente, se tornava cada vez melhor".

Ao falecer, em 24 de novembro de 1991, devido a complicações pulmonares provenientes da Aids, o vocalista deixou sua mansão em Kensington e boa parte de sua fortuna para Mary Austin. Músicos e fãs de todas as partes do mundo prestavam suas homenagens pela morte do embaixador do rock, significando O FIM DE UMA ERA.

A casa de Freddie situa-se em Logan Place, em Kensington, Londres. Há um muro ao redor da propriedade, que agora pertence à Mary Austin. Portanto você pode somente olhar o lado de fora da propriedade. O muro todo pintado e repleto de pixações de homenagens de fãs do mundo inteiro que aparece no vídeo "Champions Of The World" é da casa de Freddie.

Freddie foi cremado num funeral, e não há túmulo ou qualquer outra lembrança para que os fãs possam visitar.

É muito provável que seus pais tenham ficado com suas cinzas. Os pais de Freddie, seu último namorado, Jim Hutton e os assistentes Peter Freestone e Joe Fanelli também foram beneficiários, assim como entidades de apoio a doentes de Aids.

Por seus amigos e colegas, Freddie é lembrado como um espírito livre, criativo, generoso, cheio de energia, talento e excelente senso de humor. Por nós, ele será sempre lembrado pela soma de todas essas qualidades expressa em música: Bohemian Rhapsody, March of the Black QUEEN, Love of my Life, We are the Champions, Crazy Little Thing Called Love, Barcelona e A Kind of Magic…





A Kind of Magic

It's a kind of magic,
It's a kind of magic,
A kind of magic,
One dream, one soul, one prize,
One goal, one golden glance of what should be,
It's a kind of magic,
One shaft of light that shows the way,
No mortal man can win this day,
It's a kind of magic,
The bell that rings inside your mind,
It's a challenging the doors of time,
It's a kind of magic,
The waiting seems eternity,
The day will dawn of sanity,
This is a kind of magic,
There can be only one,
This rage that lasts a thousand years
Will soon be gone,
This flame that burns inside of me,
I'm hearing secret harmonies
It's a kind of magic,
The bell that rings inside your mind,
Is challenging the doors of time,
It's a kind of magic,
It's a kind of magic,
This rage that lasts a thousand years,
Will soon be will soon be,
Will soon be gone,
This is a kind of magic,
There can be only one,
This rage that lasts a thousand years,
Will soon be gone,
Magic - it's a kind of magic,
It's a kind of magic,
Magic, magic, magic, magic,
It's magic,
It's a kind of magic.

A GRANDE ESCADARIA


Uma mensagem de Kuthumi
canalizada por Lynette Leckie-Clark




Eu, Kuthumi, os saúdo novamente na vibração do amor, da Luz, de toda a criação. Há muitos níveis da criação, alguns podem chamá-los de dimensões da criação. Eu posso lhes dizer que os níveis das várias dimensões foram criados para ajudar a humanidade a ascender. Vocês podem considerá-los como indicações que mostram o caminho para a escada de Deus. Cada dimensão é outro passo em direção a você se tornar tudo o que é.


Eu falei recentemente dos seus níveis da criação enquanto vocês entram em outro ano do seu tempo e experiência. Alguns compreendem o poder interior que vocês sempre possuíram – o poder de criar com amor – o amor correto. Deixem-me lhes perguntar: O que é que vocês consideram como amor correto? Vocês sentem que serem fiéis ao seu amado é um amor correto? Ou cuidar de um amado que esteja doente é que é o amor correto? Polir amorosamente o seu veículo estimado, vocês consideram como amor correto? O que vocês consideram como amor correto?


Eu posso lhes dizer que cada um destes exemplos é correto, desde que vocês estão emitindo o verdadeiro amor do seu coração. Vocês estão experienciando a alegria e a gratidão pela experiência.


Se estiverem cuidando de outro porque sentem que precisam, ou que é o seu dever, então isto não é o amor correto, não. Isto é um fardo para vocês. Um fardo que pode facilmente evoluir para o ressentimento e a raiva, o que corromperão o seu coração e a sua Alma. Com o decorrer do tempo vocês ficarão amargos, ressentidos e quando se olharem no espelho vocês imaginarão como cresceram tantas linhas em seu rosto. Como? Foi do que vocês perceberam como um fardo, o que vocês vivenciaram como um ressentimento que evoluiu em sua mente, até que se tornasse sombrio e consumisse os seus pensamentos e os seus dias. Seus ombros se curvaram com a opressão e o seu rosto retratou tudo isto. Qualquer amor foi sufocado pelo que vocês focaram – encargos, raiva ressentimento.


O amor correto é dado livremente, não através de um sentimento de dever ou de pressão do outro. É por isto que eu dei o exemplo de cuidar amorosamente de um veículo especial, um que lhes seja especial. Pois neste cuidado, está também a gratidão – e esta é a chave para o amor correto – a gratidão. Quando há gratidão, quando vocês podem agradecer a alguém ou por algo, então vocês têm a gratidão. Vocês trouxeram o seu amor ao equilíbrio. A gratidão não pode sobreviver na possessividade. Pois a possessividade nasce do medo. Medo da perda, medo da traição, medo de que vocês sejam magoados e percam o a quem vocês dão o seu amor.


A Gratidão proporciona uma liberdade, uma expansão do amor. Quando vocês são possessivos, o amor é sufocado e pode se tornar um fardo para vocês, um fardo de sua inadequação. Bem no seu íntimo se vocês não se amam, como os outros podem amá-los? Vocês sentem que não são dignos. Entretanto, vocês almejam a afeição. Porque vocês estão tão focados em receber a afeição do outro, que vocês atrairão uma pessoa para a sua vida que seja capaz de lhes dar a afeição e o amor que vocês desejam. Mas os seus pensamentos obscuros do medo, logo se transformam em posse, enquanto o seu medo interior se fortalece e se torna mais sombrio. O seu medo se torna um fardo.


Este é um exemplo que é muito abundante no corpo emocional do seu planeta – o medo de dar o amor – o medo de receber amor. Esta é a área que todos devem superar para que possam subir outro degrau na Grande Escadaria. Até que vocês possam dar e receber o amor livremente, vocês não avançarão. Este não é um passo difícil. Comecem a olhar através dos olhos da gratidão, ao invés de desejarem e quererem mais. Primeiro, sejam gratos pelo que vocês têm. Reservem um tempo para experienciarem a alegria do que vocês têm. Foi o que vocês quiseram uma vez.


INTENÇÃO



Isto os levará a uma intenção correta. Sua intenção, enquanto vocês passam pela vida, será apreciar tudo. Tenham prazer em todas as coisas, não importa quão pequeno possa ser este prazer.


É esta emoção do prazer, a intenção, a expectativa de saber que vocês podem encontrar o prazer no que lhes trará a abundância universal.


O prazer que vocês encontram pode ser o céu azul, uma simples flor, uma lâmina macia de grama, ou a compreensão do seu próprio valor, a sua própria vontade de superar a adversidade, o seu corpo saudável, ou sentir a Luz em sua Alma. O reconhecimento é o prazer. O conhecimento de que vocês encontrarão algo prazeroso, é a sua intenção, o seu conhecimento.


Muitos estão experienciando diversos níveis de relacionamento emocional. Alguns são difíceis, até dolorosos. Vocês querem saber por que isto deve ser assim. Como vocês suportarão. Situações difíceis podem ser superadas com uma intenção correta, atitude correta e amor correto. Trabalhem através destes níveis para uma liberação da emoção. Vocês podem então chegar a um espaço de paz interior. Primeiro, uma intenção correta. Sua intenção é uma liberação da emoção e da situação. É importante que vocês criem uma forte intenção, sem dúvida ou medo. Sejam fortes em seu desejo de que superarão a situação e as emoções ligadas dentro de vocês. Vocês não são responsáveis pelo outro. Eu falo somente de vocês. Este primeiro passo pode precisar de repetição. Por exemplo, a cada vez que vocês experienciarem a raiva interior, o medo ou a dor, lembrem-se de sua intenção – que vocês superarão as suas emoções, e, portanto, assumirão o controle de sua parte na situação.


ATITUDE

Isto cria uma atitude correta. Vocês aceitam que superarão e reequilibrarão a sua paz interior. Vocês assumirão a responsabilidade pessoal pelas suas próprias ações, emoções, palavras e atitudes. Nisto vocês se conectam com o próprio Poder de sua Alma. Vocês podem precisar de uma ação correta para assumir a responsabilidade pessoal. Vocês podem ter a necessidade de pedir desculpas ou visualizar mais adiante. A ação correta pode ser partir, se afastar. Algumas vezes, vocês vêem uma pessoa de modo diferente do que percebiam anteriormente. Vocês podem ter criado uma falsa ilusão de uma pessoa em sua mente. Criou-as como desejavam que fossem. Quando percebem a totalidade da pessoa, pode haver o desapontamento. Quando vocês pararem e refletirem, verão que ela não é como consideravam que fosse. Assumam a responsabilidade pessoal de que vocês criaram uma imagem diferente da pessoa. Desde que não estava correto em sua totalidade, como poderia a outra pessoa corresponder a sua imagem em relação a ela? Era a sua imagem. Não necessariamente a totalidade da outra pessoa de como ela é.


GRATIDÃO

Nesta compreensão há crescimento, há gratidão. Gratidão que vocês podem agora ver e compreender os relacionamentos de um modo diferente, através de olhos diferentes.

Vocês estão agora livres para assumir a ação correta. Para parar mais uma vez e decidirem o que escolhem fazer. Com a emoção da gratidão, vocês também ativam a sua Alma através do seu Eu Superior.

Deste modo vocês são capazes de dar o amor correto. Vocês podem optar por ir embora, mas são ainda capazes de enviar o amor correto à outra pessoa pela sua jornada. Nisto vocês vivenciam a liberdade da Alma, do amor incondicional.

Este é uma das etapas finais para a humanidade completar e trabalhar. Compreender e praticar em seus níveis da vida diária. Enquanto vocês se fortalecem no Poder da sua alma, vocês verão com uma nova compreensão, uma nova intenção e nisto há a gratidão – pela sua jornada, e a parte que outros desempenharam em despertá-los para superarem os seus medos e dúvidas internos. É através destas experiências difíceis que vocês suportam, que pode ocorrer o seu maior crescimento. Então vocês sobem outro degrau na Grande Escadaria.

Mestre Kuthumi

Direitos Autorais 2003 Ver, Lynette Leckie-Clark – Todos os Direitos Reservados. Vocês têm a permissão de compartilhar com um amigo, mas não é permitida a venda sob qualquer forma.

Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

Obras: A escada dos amantes de Hélio Cunha
           Luv 2 of us de minha autoria
           Batman - Pintura de rua - Julian Beever
           Sol poente de Tarsila do Amaral


RENATO RUSSO


“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Por que se você parar prá pensar, na verdade não há...”

Pais e filhos – Renato Russo



Renato Manfredini Júnior nasceu no Rio de Janeiro em 27 de março de 1960, filho do economista Renato Manfredini, funcionário do Banco do Brasil e de Dona Maria do Carmo, professora de inglês. Ele aprendeu inglês desde pequeno, quando morou, dos 7 aos 10 anos, em Nova York. Nova transferêcia do pai levou o menino, já com 13 anos, a Brasília que tanto marcou sua música. Renato teve uma infância e adolescência de classe média alta, típica do pessoal das bandas de Brasília. Entre os 15 e os 17 anos enfrentou várias operações e viveu entre a cama e a cadeira de rodas, combatendo uma doença óssea rara chamada epifisiólise.

Em 78, inspirado pelo Sex Pistols, Renato formou o Aborto Elétrico, que no vai e vem de integrantes, contou com participações de Fê e Flavio Lemos (depois do Capital Inicial), Ico Ouro Preto e André Pretorius. Em 82 abandonou o Aborto Elétrico e passou a fazer trabalhos solos. Neste período ficou conhecido como "O Trovador Solitário". Quando a lendária "cena de Brasília" já era uma força underground reconhecida, Renato Russo formou a Legião Urbana com Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Paulista.
Um ano depois, Paraná e Paulista deixavam a banda e entrava Dado Villa-Lobos.

Quando Renato Rocha se juntou a banda em 84, a Legião Urbana já havia se apresentado diversas vezes em Brasília, notadamente nos célebres shows no Circo Voador, no Rio de Janeiro e no Napalm, em São Paulo. O sucesso de seus shows levou rapidamente a um contrato com a EMI-Odeon. No primeiro dia do ano seguinte saiu o primeiro álbum, Legião Urbana, que emplacou os hits "Geração Coca-Cola", "Ainda é Cedo" e "Será".

Com seus refrões poderosos e letras que falavam de inseguranças emocionais e do niilismo da geração crescida durante o regime militar, a Legião Urbana bateu fundo nos anseios dos jovens brasileiros. A receita foi aperfeiçoada no álbum seguinte, Dois, melhor tocado, melhor gravado e mais elaborado. Sucessos como "Eduardo e Mônica" e "Quase Sem Querer" falavam uma língua que qualquer jovem urbano brasileiro dos anos 80 podia entender e se identificar.

Dois consolidou Renato Russo como um dos maiores popstars do país. Já na turnê desse segundo disco, começou a aparecer o Renato Russo estrela: seus shows incluíam discursos pregadores (o adjetivo "messiânico" aparecia em nove entre dez matérias sobre o grupo) e um alto consumo de drogas e álcool.

Em 1987 sai terceiro álbum, Que País É Este, gerando hits como "Faroeste Caboclo", e mais uma turnê nacional abarrotada. Em 89, sai As Quatro Estações que inaugura a fase mais madura da banda, tanto no som, menos pop, como nas letras, abordando assuntos como AIDS e homossexualismo. Em "Meninos e Meninas", Renato sugere bissexualidade. Logo depois, numa história entrevista à revista Bizz, Renato confirmava o fato.

V, lançado em 91, veio carregado de uma tristeza que refletia a instabilidade emocional-psicológica vivida por Renato. A turnê que se seguiu teve que ser interrompida devido ao seu precário estado de saúde.

O Descobrimento do Brasil, de 93, acabou sendo o último disco da banda (A Tempestade, é um disco solo de Renato com participações de Dado e Bonfá). A partir de Descobrimento, Renato deu vazão a seus projetos solo e lançou The Stonewall Celebration Concert e Equilíbrio Distante.

O primeiro, cantado em inglês, foi homenagem ao grande amor de sua vida que morreu de overdose. Renato faz então seu disco mais militante ao som o orgulho de ser gay, ao som de covers da Broadway e Madonna. Stonewall é o nome de um bar nova-iorquino onde, num célebre acontecimento em 69, gays se rebelaram contra a ação política. Equilíbrio Distante traz Renato interpretando canções de música italiana, uma das manias recentes do cantor.

Renato era HIV positivo desde 1990, mas nunca assumiu publicamente a doença. Desde a época de "Descobrimento do Brasil", Renato andava recluso e arredio e evitava a imprensa. As suspeitas se comprovaram em 11 de outubro de 1996 com sua morte por broncopneumopatia, septicemia e infecção urinária - consequências da AIDS -, pesando só 45 quilos.




Fonte: http://www.casadobruxo.com.br

segunda-feira, 29 de março de 2010

MICHELANGELO BUONARROTI


“O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu.”
Michelangelo



Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni nasceu em Caprese, região toscana, província de Arezzo, na Itália em 06 de Março de 1475. Afamília Buonarroti era de uma linhagem nobre, mas em decadência.

Na época do nascimento de Michelangelo, seu pai, Lodovico di Lionardo Buonarroti Simoni era prefeito na província de Caprese. Seus irmãos eram cinco, todos do sexo masculino, e Michelangelo era o segundo dentre eles.

Aos seis anos ficou órfão de mãe e foi entregue aos cuidados de uma ama-de-leite cujo marido era cortador de mármore da aldeia vizinha. Para o artista, a influência desse homem que o levou a sua vocação de escultor. Foi ali em Settignano berço do escultor Michelangelo. O menino cresceu nesse ambiente, e com este convívio direto com o mármore, ele teve o seu primeiro contato com o cinzel e o martelo, e pode estudar as diversas técnicas de escultura. Primeiro na rocha comum, como em um teste e depois na prova real com o mármore a chamada "pedra da luz" pelos gregos.

Este pontapé inicial marcou definitivamente a vida de Michelangelo. Não era possível voltar atrás, a paixão pela escultura desabrochou e o resultado disso podemos ver em suas obras que nos encantam até os dias de hoje. O pai do jovem Michelangelo, uma pessoa muito 'temente a Deus' e violenta, era de uma tradicional família da velha aristocracia florentina e não concordava com a decisão dele de ser artista, e, algumas vezes ele foi espancado em virtude de escolher tal profissão, o que ele queria para si, porque na família Buonarroti haviam soldados, porém ele era o primeiro a querer ser artista.

Mas a persistência e obstinação de Michelangelo venceram a reticência do pai. Ele ingressou na oficina do pintor Domenico Ghirlandaio, considerado o mestre da pintura em Florença. Nesta oficina de Ghirlandaio, Michelangelo pode aprender todos os recursos técnicos do ofício de pintar. Uma sólida técnica em pintura de afrescos e domínio da arte de desenhar.

Porém as idéias de arte entre o aprendiz e o mestre eram diferentes. Michelangelo achava a pintura uma arte limitada, ele queria algo de maior expressão, impacto e monumentalidade. E permaneceu na oficina de Ghirlandaio brevemente, cerca de um ano.

Na vida de Michelangelo existem algumas especulações no que diz respeito a ele ter saído da oficina de Ghirlandaio. Dizem que Michelangelo deixou a oficina de Ghirlandaio pelas divergências sobre artes entre ambos, ou por que Ghirlandaio logo percebeu que seu aprendiz Michelangelo o superou devido ao seu grande talento e genialidade.

Outro relato diz que Lorenzo de Médici grande mecenas das artes em Florença, poeta e também chamado de "o Magnífico", foi ao atelier de Ghirlandaio procurar aprendizes com aptidão de esculpir. E Lorenzo ficou encantado com o talento do nosso jovem artista, e o escolheu para agregar a sua escola como aprendiz de escultor.

Bem, o fato é que após sair da oficina de Ghirlandaio em 1489, Michelangelo se encaminha para o Jardim de São Marcos em Florença, a escola patrocinada por Lorenzo de Médici. Nos jardins do Convento de São Marcos, Lorenzo mantinha esculturas gregas, romanas e clássicas que eram modelos para os aprendizes trabalharem.

Morou no palácio dos Médici e lá pode conviver com pintores, filósofos, poetas,escultores,arquitetos e médicos, onde se dedicou profundamente ao estudo da obra de grandes mestres do passado: Giotto, Masaccio, Donatello, e dos escultores gregos e romanos;  estudando os segredos dos escultores antigos que sabiam representar a beleza do corpo humano em movimento, com todos os músculos e tendões. Em pouco tempo dominou tanto o que estudou que não havia postura e movimento que ele não pudesse desenhar.

Logo os rumores sobre o artista foram se espalhando, sendo comparado aos antigos mestres da escultura, houve, também, quem dissesse que ele os superava; em seu primeiro trabalho em relevo, aos 15 anos de idade, a "Madonna da escada", o mármore perdia a dureza e a solidez; subsequentemente, corpos nus, orgãos e músculos nascem através de suas mãos que martela com vigor o mármore. Transmitem energia, ganham movimentos que outrora nenhum outro artista pudesse ou se atrevesse a executar. Mas, a morte de Lourenço, em 1492, e a inflamada pregação mística do monge Savonarola, nesse mesmo período, fazem com que Michelangelo abandone a cidade e fuja para Veneza.

Aos 17 anos criou o baixo relevo a "Batalha dos Centauros" (o baixo-relevo de tema mitológico transmite a força e beleza impassíveis dos deuses gregos), e a fama de Michelangelo foi propagada além dos muros de Florença, em Roma, precisamente, foi requisitado por um banqueiro que lhe encomendou "Baco", antes de voltar-se para a temática de inspiração religiosa que dominaria sua arte a partir de 1498, com a derrocada do monge Savonarola, instala-se em Michelangelo uma certa melancolia. Por mais que este sentimento não seja dito em suas cartas à família em Florença, suas obras exprimem a sensação. Pietà, por exemplo, mostra esse sentimento envolto em uma figura bela e clássica.

Apenas com sua volta a Florença, em 1501, o artista encontra a maturidade em seus trabalhos. A escultura de Davi é o principal exemplo disso. A obra foi esculpida em um bloco de mármore, abandonada por 40 anos na catedral da cidade porque o escultor a quem foi entregue o trabalho - Ducci - morreu inesperadamente. O objetivo inicial seria a confecção de um profeta, mas Michelangelo resolveu transformar o mármore no colossal Davi, símbolo de luta contra o Destino, assim como o personagem bíblico lutou contra Golias. A obra foi tão contemplada por outros artistas, como Leonardo da Vinci, Botticelli, Filippino Luppi e Perugino, que eles formaram uma comissão para conversar com Michelangelo e perguntar a ele onde seria o melhor lugar para a escultura ficar. O artista decidiu-se pela praça central de Florença, em frente ao Palácio da Senhoria.

A genialidade de Michelangelo encantou o papa Júlio II. Em 1505, o pontífice chamou o artista para duas missões: construir uma tumba monumental para Júlio II que recordasse a magnitude da antiga Roma, e depois o tão admirável teto da Capela Sistina para que ele o pintasse. Esse foi um dos principais desafios da vida de Michelangelo. Dizia ter nascido para esculpir e não pintar.

Mas, devido as provocações recebidas por Bramante que era o arquiteto oficial do papa Júlio II , decide por aceitar pintar o teto da Capela, porém, divergências sérias ocorreram. O pontíficie queria saber quando Michelangelo terminaria de pintar o teto da capela e ele respondia "quando eu terminar!"Certa vez ele decide abandonar a pintura e o papa lhe dá uns bofetões no rosto.

Após muitos contratos confusos entre ele e o papa, o trabalho só foi finalizado anos depois da morte de Júlio II (este faleceu em fevereiro de 1513) e da sucessão de outros papas. Em janeiro de 1545, o pesadelo de sua vida, que foi a construção deste mausoléu, estava finalizado. Do projeto inicial restou apenas o Moisés, que era um detalhe e, no final, tornou-se o centro do monumento.

Michelangelo recebeu outros trabalhos dos papas que sucederam Júlio II para reestruturar fachadas de capelas e decorá-las. Tanto que, nos últimos anos, o artista exerceu muito mais a função de arquiteto do que de escultor ou pintor. Mas também merece destaque sua incursão na poesia. Ele produziu, principalmente, sonetos de grande vivacidade sobre os temas religiosos.

Toda a produção do final da sua vida é marcada por uma união mística com Cristo e voltada para as cenas da Paixão de Jesus. Em 18 de Fevereiro de 1564, Michelangelo morre em sua cama. Como testamento, o artista pediu que seu corpo regressasse a Florença, pois estava doando sua alma a Deus e seu corpo à terra.

“Observei o anjo gravado no mármore, até que eu o libertasse.”

Fonte: 'Gênios da Pintura', Círculo do Livro

domingo, 28 de março de 2010

PITÁGORAS - MATEMÁTICA, GNOSE E MÚSICA...

"Os homens que sempre falam verdade são os que mais se aproximam a Deus."

Pitágoras

Pitágoras nasce no ano 580 A.C., na Grécia, na Ilha de Samos. Ainda muito jovem é atraído pela Religião Olímpica, em especial pelo culto a Apolo. Mas nem Homero com suas sagas nem os rituais da sua religião acalmam sua sede de conhecimentos.
Buscando a Sabedoria, interna-se na Ásia Menor visitando a Ferécides, um dos 7 Sábios da antiguidade, de quem recebe grandes conhecimentos. Conhece Orfeu e através dos ritos iniciais de Deméter e Dionísio vislumbra uma nova dimensão, que o conduz ao Divino com grande intensidade.

Continua sua busca pela Babilônia, onde conhece a Astronomia, na Pérsia conhece a Doutrina de Ahura Mazda, no País ensolarado de Kem (Egito), com os sacerdotes de Sais e de Heliópolis, assimila conhecimentos Esotéricos e Matemáticos e ao mesmo tempo se aprofunda bastante na Geometria, aumentando assim seu conhecimento e entendimento sobre a estrutura do Divinal, e na Índia estuda a Doutrina da Transmigração das Almas, a qual ele chamou: Metempsicose.

Fala sobre o Karma e declara de forma coerente a imortalidade da Alma: "O Homem leva em seu interior uma parte da Energia Primordial e Divina que sobrevive à morte do corpo no Mundo Astral, para que de acordo com o comportamento ético da sua vida anterior volte a reencarnar-se em outro corpo e viver outra existência, e assim sucessivamente até o retorno final ao Divino". Este pensamento revoluciona ao Paganismo e influi ao Cristianismo Primitivo.

A Psiche (psique), segundo Pitágoras "é o intermediário entre dois mundos: entre o Material e o Espiritual. A Energia Vital que se aloja e habita na matéria".
Defende a existência de Elementais e Gênios, de Divindades intermediárias como os Deuses Olímpicos, assim como uma Divindade Superior como princípio e fim de todas as coisas...

Esta concepção filosófica da Natureza e da Divindade, do homem e do Cosmos, era apresentada sempre desde o ponto de vista da Matemática, porque para Pitágoras tudo era explicável com uma equação.

Para Pitágoras, os números são princípios absolutos na Aritmética, princípios aplicados na Música, magnitudes em estado de repouso na Geometria, magnitudes em movimento na Astronomia, servindo simultaneamente como medidas que determinam a natureza das coisas e expoentes que as dão a conhecer. dizia Pitágoras; "No princípio era o Verbo",disse João, o vidente de Patmos.

A Doutrina da Música Geométrica tem como fundamento o postulado anterior e explica a geração dos intervalos e os nodos por meio da relação de distâncias harmônicas que existem entre as notas musicais e os planetas do Sistema Solar correspondendo o Do-Re à distância da Terra à Lua, Re-Mi, Lua-Vênus e assim sucessivamente. Sendo assim, o Sistema Solar (e em general todo o Universo) é um grande pentagrama musical, onde cada planeta emite sua nota particular com uma grande gama de sons. Isto é o que chamou Pitágoras, e que servia também como um processo iniciático dentro das Escolas Pitagóricas: "A Música das Esferas".

Enfim, os Ensinamentos de Pitágoras tiveram uma grande difusão e, ainda em nossos dias, seguem sendo básicos, ainda que muitos não tenham sido capazes de compreender esta Filosofia Pitagórica.

Obra: A escola de Atenas de Rafael Sanzio

O VERDADEIRO MESTRE Por Samuel Aun Weor



O Coração é o órgão mais sensível de nosso organismo. Em suas finas membranas são registrados até os movimentos sísmicos mais longínquos do mundo.

O coração é o templo sagrado do Mestre Interno. O Mestre Interno nos fala na línguagem do coração. Se o homem obedecesse a essa linguagem, viveria sem problemas.

Dentro de nós, há dois homens que vivem em eterna luta, um contra o outro.

Há em nós um homem celestial e um homem animal.

O homem animal quer resolver todas as coisas por sua conta e atuar como melhor lhe parece.

O homem celestial fala na linguagem do coração; sua voz é a voz do silêncio, seus atos são sempre retos e criam felicidade.

O homem animal é a mente que reside na cabeça com seus sete portais.

O homem celeste é o Mestre Interno.

O Mestre ordena e a mente não lhe obedece; ela quer resolver todas as coisas por sua própria conta e atuar como melhor lhe parece, sem ter em conta para nada as ordens do Mestre Interno. Como conseqüência disso, surgem necessariamente a dor e a amargura que são o resultado da ação errada e do esforço inútil.

Ditosos os que apenas se movem sob o comando da voz do silêncio. A eles jamais faltará alimento, refúgio e ajuda. Viverão sem problemas e terão bem-aventurança.

Cocheiro, dominai bem ao potro selvagem da mente, para que não lance vosso carro ao abismo.

O Mestre Interno é o Senhor do Coração. Ele é o Íntimo e está muito além da vontade e muito além da consciência.

O Mestre Interno é a divina testemunha e está sentado no trono do templo-coração.

A essência interna do Mestre é felicidade absoluta e onisciência ilimitada.

O Mestre Interno é simples. Todos os demais são compostos.

A Natureza eterna vive mudando, porém o Mestre Interno é imutável, e por esta causa, pode se livrar da Natureza.

A Natureza arroja suas sombras sobre o Mestre Interno, porém ele está além de todas as sombras.

Quando a alma se funde com o Mestre Interno então se liberta da Natureza e entra na suprema felicidade da existência absoluta.

Esse estado de felicidade chama-se Nirvana.

Ao Nirvana se chega através de milhões de nascimentos e mortes, porém chega-se também por um caminho mais curto. Esse é o Caminho da Iniciação.

O Iniciado chega ao Nirvana em uma única vida, se assim o quiser.

"Apertada é a porta e estreito o caminho que conduz à luz, e muito poucos são os que o acham."

Existem sete santuários iniciáticos no plano astral e se o discípulo quer progredir nesta senda, tem de buscar um Mestre.

"Quando o discípulo está preparado, o Mestre aparece."

"Cuidai-vos dos falsos profetas". Não aceiteis Mestres externos, do plano físico. Aprendei a sair em corpo astral e quando já estiverdes práticos no astral, escolhei um autêntico Mestre de Mistérios Maiores da Fraternidade Branca e consagrai-lhe a mais profunda devoção e o mais profundo respeito.

No mundo físico devereis andar com muito cuidado, pois existem falsos profetas em demasia. Não aceiteis ordens externas de ninguém; devereis unicamente obedecer às ordens que nós daremos no plano astral.

"Sede simples como a pomba e astutos como a serpente."

"Sede mansos e humildes, porém quando se tratar da verdade, sede fortes em pensamento, palavra e obra."

O Mestre Interno não é a mente, não é a emoção, não é a vontade, não é a consciência e nem sequer a inteligência.

O Mestre Interno é a divina testemunha; o Mestre Interno é o Ser. Ele é o Íntimo; por isso, sumidos em profunda meditação interna, dizei:

NÃO ISTO, NÃO ISTO, NÃO ISTO. "SOU ELE", "SOU ELE", "SOU ELE".

Sede exigentes com vosso Mestre Interno. Ele deve ensinar-vos as coisas mais inefáveis. Se a nossa concentração é intensa, então penetrareis nas maravilhas dos cosmos e aprendereis coisas impossíveis de descrever com palavras.

Fraternamente.


* Texto retirado, em parte, do livro Curso Zodiacal - signo de Leão


Fonte: http://www.gnose.org.br/

sábado, 27 de março de 2010

KSENIYA SIMONOVA

“A facilidade e habilidade que ela tem para fazer os desenhos é incrível. As formas mais grossas são feitas retirando a areia e nos detalhes, pelo contrário, ela é adicionada, com uma precisão incrível!”


A animação com areia é uma arte performativa em que o artista cria uma série de imagens sequenciais em cima de uma mesa, usando as mãos para desenhar linhas e formas. 

Recentemente, esta actividade tornou-se mais mediática com a utilização de mesas de luz e projectores. Esta técnica tem sido também utilizada para realizar filmes de animação. Mas tudo se torna mais espectacular nas actuações ao vivo, onde a jovem ucraniana Kseniya Simonova é um dos expoentes máximos desta expressão artística.

Com apenas vinte e quatro anos, Kseniya Simonova é uma artista performática que tem, atualmente, 25 anos e seu trabalho ficou conhecido mundialmente após ela ter vencido o Ukraine’s Got Talent (versão ucraniana do Britain’s Got Talent), ficando em primeiro lugar em 2009. As cenas representadas retratam uma sequência, uma história ou um tema específico.

Durante a sua prova, a artista realizou uma animação que evocava a participção do seu país na Segunda Guerra Mundial que foi postada no YouTube e, desde então, foi visualizado mais de um milhão de vezes. A mestria e a expressividade do traço da jovem ucraniana são verdadeiramente notáveis, a que se junta uma excelente presença em cena.

Esta é uma bela mensagem de paz, amor e esperança, feita por uma jovem de muito talento.

sexta-feira, 26 de março de 2010

GEORGE HARRISON

"Tudo pode esperar, menos a busca de Deus"
GEORGE HARRISON




George Harrison nasceu em 25 de fevereiro de 1943 em Liverpool, Inglaterra. Harold, o pai, era motorista de ônibus e membro ativo do sindicato de sua categoria e Louise, a mãe, era dona de casa. Sua família tinha origem irlandesa já que seus avós maternos vieram de Wexford. Durante sua infância ele viveu em uma casa localizada na 12 Arnold Grove, no bairro de Wavertree, Liverpool. Em 1950 a família se mudou para 25 Upton Green, em Speke. George tinha ainda dois irmãos e uma irmã (Peter, Harry e Louise).

Aos 11 anos, após passar em um exame, George começou a frequentar o Liverpool Institute for Boys (atual, Liverpool Institute for Performing Arts), onde ele conheceu Paul McCartney. Harrison e McCartney não só estudavam na mesma a escola como também moravam no mesmo bairro, em Speke, e frequentemente pegavam o mesmo ônibus para ir à escola.

George comprou sua primeira guitarra aos 12 anos, uma Egmond, por 3 libras e 10 shillings. Pouco depois comprou sua primeira guitarra decente, uma Hofner President e formou um grupo de skiffle chamado The Rebels com seu irmão Peter e um amigo, Arthur Kelly. Quando Paul McCartney descobriu que George tocava guitarra, convidou-o para ver a banda da qual ele fazia parte. Em 1958, Paul apresentou George a John Lennon que acabou o aceitando na banda Quarrymen, que se tornaria posteriormente The Beatles.


Durante as filmagens de Help! em 1965, nas Bahamas. Na época, ele começou a se interessar pela religião hindu ao ler um livro sobre reencarnação. Em 1966, ele e sua mulher Pattie Boyd foram à Índia, onde ele conheceu vários gurus, locais sagrados e estudou o sitar. De volta a Inglaterra, George conheceu Maharishi Mahesh Yogi e começou a desenvolver a meditação transcendental. Influenciados por George Harrison, os Beatles foram à Índia fazer meditação espiritual em 1968. Em 1969, produziu o single"Hare Krishna Mantra", interpretado por devotos do templo londrino de Radha-Krishna. No mesmo ano, ele e John Lennon conheceram Bhaktivedanta Swami Prabhupada, fundador da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON). Pouco depois, Harrison abraçaria a tradição Hare Krishna, em particular o canto de mantra usado como meditação privada e chamado japa-yoga, tecnicamente similar ao rosário na tradição católica.

Após a separação dos Beatles, em 1970, ofuscado por anos por John Lennon e Paul McCartney, George Harrison lançou grande parte do material que havia acumulado e iniciou sua carreira solo. O primeiro álbum de George foi um sucesso de crítica e de público. All Things Must Pass, de 1970, é considerado por muitos como o melhor disco de um ex-beatle e um dos melhores discos da história. O álbum era triplo (quando lançado em vinil), o primeiro álbum triplo da história do rock (que em CD, se tornou duplo). O álbum atingiu o primeiro posto das paradas de sucesso britânicas e norte-americana, incluía sucessos como as músicas My Sweet Lord, Isn't It a Pity e What is Life. Anos mais tarde a canção My Sweet Lord, presente no álbum, lhe trouxe problemas devido a uma acusação de violação de direitos autorais. A canção era bem parecida com "He's so Fine" (single de 1963), do grupo The Chiffons. George negou a acusação, mas em 1976, foi condenado por ter subconscientemente "plagiado a canção.

As discussões sobre os pagamentos aos danos causados levaram o caso a ser continuado até os anos 90. Durante este período, violando os preceitos éticos legais, o então empresário dos Beatles, Allen Klein, comprou a editora Bright Tune, dona dos direitos autorais de "He's so Fine", e trocou de lado, entrando na justiça contra Harrison, obviamente para poder capitalizar nos pagamentos dos danos que Harrison eventualmente teria que fazer a editora. Finalmente, anos depois, Harrison comprou os direitos de ambas canções, He's So Fine e My Sweet Lord. Quando o álbum foi remasterizado em CD, a música ganhou uma versão nova chamada "My Sweet Lord 2000".


George faleceu dia 29 de novembro de 2001 em Los Angeles aos 58 anos de idade. Seu corpo foi cremado e alguns afirmam que suas cinzas jogadas no Rio Ganges embora a família não tenha oficialmente confirmado. Sua morte foi devido ao câncer que havia atingido ao cérebro. Após a sua morte, sua família emitiu um comunicado: "Abandonou este mundo como viveu: consciente de Deus, sem medo da morte e em paz, rodeado de familiares e amigos".